— Eu acredito. Se não quiser ajuda, não vou me intrometer. Minha namorada é demais. Patrícia sempre te elogia para a Vóvó, e ela mesma diz que você é uma pessoa muito abençoada.
Victor queria muito ajudá-la, mas como ela não quis, ele a respeitou, dando espaço para que ganhasse experiência.
Pessoas de negócios precisam batalhar no mundo corporativo para adquirir experiência aos poucos.
Se ele não deixasse que ela fizesse isso sozinha, ela nunca ganharia experiência.
— A Vóvó Amaral faz isso porque ama você, que é o neto mais velho. Como você gosta de mim, ela fala isso.
Daniela achava que a sua vida passada tinha sido terrível, sem um pingo de sorte.
Casou-se em uma das famílias mais poderosas, mas teve uma vida miserável. Morreu pobre e sem sequer um lar.
Foi só nesta vida, ao desistir de Francisco, que ela começou a melhorar aos poucos.
Talvez Francisco fosse quem sugava a sua sorte.
Ao se afastar dele, a sua sorte voltou.
— Não é só isso, minha Vóvó gosta de verdade de você, ela te aprova.
— Vai comprar alguma coisa para levar?
Perguntou Victor.
Daniela respondeu: — O que eu tenho com ela? Não vou gastar dinheiro com isso. Ela por acaso ia comer o que eu comprar? Ela é capaz de jogar fora antes mesmo de eu ir embora.
— Não estou rasgando dinheiro para gastar à toa. Trabalhei o dia todo e ir visitá-la a essa hora já mostra que sou tolerante e que dou algum valor a ela.
Daniela nunca admitiria que ia apenas para rir da cara da inimiga.
Ela era uma pessoa tão bondosa, jamais seria o tipo que se diverte com a desgraça alheia e chuta cachorro morto.
Cíntia rangia os dentes: Caia fora, quem pediu a sua visita!
Victor sorriu: — Fez bem.
Ele até tinha medo de Daniela ser boazinha demais.
O hospital não ficava longe. Como já era tarde, havia pouco trânsito e o caminho foi rápido e tranquilo até o local.


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