“Minha garota é simplesmente incrível”, murmurou Landon, depositando um beijo suave no topo da cabeça de Tessa. Sua voz carregava orgulho — mas também uma profunda preocupação. “Mas eu preferia que você não precisasse ser. Só quero que esteja segura.”
Ele nunca fingira ser um homem altruísta. Em seu mundo, a segurança dela sempre viria antes de qualquer salvação global.
Tessa percebeu o leve tom avermelhado em seus olhos e o empurrou de leve.
“Você veio direto de Yalvaria, não foi? Aterrissou e correu para cá?”
“Hum.” Landon não tentou negar. Pegou-a nos braços e a levou até a cama estreita da sala de descanso. “Quis ver você primeiro.”
A pequena cama de hospital não deixava espaço algum entre eles. Tão próximos, ele podia sentir cada respiração que ela soltava contra o seu pescoço. O cansaço parecia se dissipar sob o toque dela, mas a proximidade — após tanto tempo — fazia seus nervos vibrarem novamente.
“Durma um pouco.” A mão dele traçou círculos lentos e reconfortantes nas costas dela, a voz baixa e terna.
Tessa se aconchegou mais fundo em seus braços, o nariz roçando o colarinho de sua camisa.
“Você também não dormiu.”
Landon soltou uma risada silenciosa no escuro e se virou, puxando-a ainda mais para perto.
Seus lábios se tocaram quase por acidente — e aquele simples contato acendeu algo entre eles. As respirações se misturaram, aceleradas. Ele lhe deu mais um beijo, contido e demorado, antes de se afastar.
“Se eu ficar mais um minuto, nenhum de nós vai dormir.”
Tessa respondeu apenas com um “Aham” abafado contra o peito dele, o rosto corando.
Landon permaneceu ali por alguns instantes, segurando-a firme, até finalmente soltá-la.
“Me ligue se algo acontecer. Não estarei longe.”
Só depois que a porta se fechou, Tessa se encolheu sob os lençóis, respirando o leve perfume de pinho que ainda pairava no ar — e caiu em um sono profundo e tranquilo.
…
Na manhã seguinte, após um banho rápido e roupas limpas, Tessa voltou ao centro de pesquisa para se encontrar com Michael.
O novo antídoto apresentava resultados promissores — mas ainda havia um pequeno efeito colateral residual.
“Para ser sincera, já é quase insignificante”, disse Rosa, analisando os dados no monitor. Sua voz tinha um toque de admiração. “Nem mesmo as equipes de elite conseguem chegar a esse nível.”
“Mesmo assim, não é suficiente”, respondeu Tessa com firmeza, apontando para uma sutil oscilação genética na tela. “Um efeito colateral, por menor que pareça, pode causar danos latentes à cadeia genética dos licantropos. Precisamos aperfeiçoar mais.”
Com milhões de vidas em jogo, não havia espaço para concessões.
Michael concordou com um aceno.
Sua voz ganhou um tom meloso.
“Michael, nós dois somos de Yalvaria! Ajude-me a eliminar Landon e eu te coloco como chefe permanente da organização médica. Terá poder absoluto.”
Michael sequer respondeu. Voltou-se para Landon.
“Alfa, qual é o plano?”
Landon havia acabado de encerrar uma chamada com o Conselho de Montedra. Agora, caminhava até a cela, o olhar cortante como gelo.
“Stephen, acha mesmo que o silêncio vai te salvar? Que os de Yalvaria virão correndo te resgatar?” Ele tocou levemente as barras metálicas e continuou com frieza. “Ou está esperando que Montedra se desespere o bastante para implorar pelo antídoto?”
O tremor quase imperceptível de Stephen denunciou o golpe.
Ele forçou um sorriso desdenhoso.
“Não vão arrancar uma palavra de mim. Os dados centrais do Projeto Z só eu conheço. Quando o vírus sair totalmente de controle, vocês vão rastejar até mim.”
Mas o olhar de Landon dizia tudo.
Isso nunca aconteceria.

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