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Apenas Clara romance Capítulo 643

O clima esfriou, e o Sr. Bruno Alves começou a tossir. O mordomo entrou com o remédio e, ao ver isso, andou rápido até a mesa para colocá-lo na frente dele. — O senhor precisa tomar o remédio. Daqui a pouco ainda tem inalação.

O Sr. Bruno Alves pegou a tigela e bebeu o remédio.

O mordomo virou-se para Winderson Alves. — Sr. Winderson, o senhor conhece a saúde do seu pai. Por que continuar batendo de frente com ele?

— Descanse bem.

Winderson Alves não disse mais nada e saiu do escritório.

O Sr. Bruno Alves baixou a tigela. Após arrumar as coisas, o mordomo perguntou: — Senhor, e se o Sr. Winderson insistir em trazer a mãe e o filho para a família?

— Dentre os filhos, ele sempre foi o que mais me obedeceu todos esses anos. Se desta vez ele realmente me contrariar por causa deles, eu só poderei... agir primeiro.

...

Bosque das Ondas.

Menos de dois dias após voltar para casa, Sérgio Alves foi conquistado pelos dotes culinários de João Cavalcanti. Ele, que costumava fechar a cara só de ouvir o nome do rapaz, acabou elogiando a comida.

— Já que o senhor gostou, eu cozinho com mais frequência a partir de agora.

— Ei! Não fui eu que disse isso. — Sérgio Alves falou enquanto comia. — Se eu soubesse que você tinha esse talento, teria facilitado as coisas para você antes.

Isaque Alves não aguentou: — Não foi bem isso que o senhor disse na época.

Sérgio Alves falou com seriedade: — As pessoas precisam aprender a se adaptar!

Isaque Alves retrucou: — Está claro que o senhor foi comprado pela comida.

— Seu moleque, te deixei ficar em casa esse tempo todo e agora você quer virar o jogo? — Sérgio Alves fingiu insatisfação.

Clara entrou em casa e viu o clima inesperadamente harmonioso entre os três.

João Cavalcanti realmente conseguiu se sentar ao lado do pai dela!

— Clara, chegou? — Sérgio Alves acenou. — Olha, é uma pena que o João não seja chef de cozinha com essas habilidades. Daqui a uns dias vou pedir para o pessoal da cozinha aprender uns truques com ele.

Clara deu um leve sorriso. Então o pai dela tinha sido totalmente comprado por uma refeição?

Ela apertou os lábios e virou-se para João Cavalcanti. — Eu só não entendo. Depois de tudo o que aconteceu com a Patricia Alves, com o quinto tio e com o meu irmão, por que o avô continua tão teimoso? Ele foi capaz de matar o Fernando Alves por achar que ele era uma ameaça para o meu irmão, mas agora não consegue aceitar uma criança?

Ela não sabia as causas disso e nem por que o Sr. Bruno Alves se opunha àquela criança que também tinha o sangue da família Alves. Era só porque a mãe era alguém controversa na indústria do entretenimento?

— Mesmo que o status da família seja alto e a identidade importe, não acho que Natália Lacerda não tenha os requisitos. Ainda que o histórico familiar não se compare às famílias ricas do círculo, pelo menos ela está disposta a mudar com os pés no chão. Não importa o que as pessoas digam sobre o passado dela, o fato de uma mãe criar o filho sozinha e chegar onde chegou já supera a grande maioria das pessoas.

João Cavalcanti olhou para os olhos claros e transparentes dela. No olhar, ele viu a admiração dela por Natália Lacerda, bem como a empatia e a pena feminina.

Mas, enquanto ela sentia pena dos outros, ele também sentia pena dela.

O histórico familiar importava?

Antigamente, ele não se importava.

Importando ou não, foi a família que escolheu. Não era a mesma coisa?

E agora ele pensava: se tivesse reconhecido Clara antes e se apaixonado por ela, mas a vovó Patrícia o mandasse casar com outra mulher em vez de Clara, o que ele teria feito?

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