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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 274

Aos dezesseis anos, Zuriel foi jogado em uma arena de combate, onde teve que lutar até a morte contra feras selvagens.

No dia em que ele saiu vivo daquele inferno, Zuriel conquistou sua primeira força armada. Ele formou seu próprio grupo paramilitar e começou a realizar trabalhos sujos para o seu padrinho. Envolveu-se em guerras sangrentas contra outras gangues, roubos e assassinatos, enquanto passava por um treinamento militar rigoroso, digno de mercenários.

Aos dezoito anos, a influência de Zuriel havia se tornado tão grande que ele já era capaz de enfrentar as forças armadas locais do País A.

Quando chegou aos vinte e quatro anos, ele resolveu acabar com o homem que o criou. Com suas próprias mãos, ele matou o padrinho, assumindo o controle do maior grupo criminoso do País A e se tornando seu líder absoluto.

Um homem como ele, que parecia mais uma máquina do que um ser humano, era impossível de ser derrotado por alguém como Helena.

Mas, às vezes, a raiva e o desespero podem transformar uma pessoa comum em algo extraordinário. E, naquele momento, Helena estava no limite de suas emoções.

Ela sabia que não sairia viva daquele prédio. Mas, entre ser violentada por um bando de homens nojentos e enfrentar Zuriel até a morte, ela escolheu lutar. Se o destino era morrer de qualquer forma, então ela preferia morrer levando consigo toda a raiva acumulada, toda a humilhação e rancor que sentia por Zuriel.

Helena não queria simplesmente desistir. Queria lutar até o fim.

— Interessante. — Disse Zuriel, com um sorriso que começou desdenhoso, mas logo se transformou em algo mais curioso. Seus olhos brilharam com um interesse genuíno.

Ele nunca havia visto uma mulher como Helena. Outras, em sua situação, teriam reagido de duas formas: ou se resignariam à humilhação, ou acabariam com a própria vida, jogando-se do prédio.

Ele havia considerado essas duas possibilidades. Mas nunca passou pela sua cabeça que Helena fosse capaz de enfrentá-lo.

Naquele instante, Helena parecia uma leoa enfurecida, cheia de energia e disposta a tudo.

Os capangas de Zuriel ficaram boquiabertos. Nenhum deles conseguia desviar os olhos do confronto intenso que se desenrolava diante deles.

— Essa mulher é insana. — Murmurou um deles, chocado.

A verdade é que, em todos os anos que eles haviam seguido Zuriel, nunca tinham visto alguém ter a audácia de enfrentá-lo fisicamente. Ainda mais uma mulher. Era suicídio puro.

Ele abriu a boca, prestes a dizer algo, mas então Helena ergueu a cabeça. Seus olhos se encontraram, e Zuriel foi pego de surpresa.

Os olhos de Helena estavam diferentes. Eles brilhavam com um misto de loucura e sangue. Ela havia perdido qualquer traço de medo, e agora parecia mais uma predadora caçando sua presa.

Por um momento, Zuriel ficou paralisado. Ele reconhecia aquele olhar.

Ele fechou o sorriso que antes era debochado e despreocupado. Pela primeira vez, ele encarou Helena com seriedade.

Aquele olhar... Era tão familiar.

Nos olhos dela, Zuriel viu o reflexo do jovem que ele foi um dia. O garoto que lutava contra feras no coliseu, o garoto que tinha que matar para sobreviver.

Ele viu a mesma determinação. A mesma insanidade. E, por um instante, ele não estava mais enfrentando Helena. Ele estava enfrentando a si mesmo, anos atrás.

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