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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 324

Helena sorriu, acenando com a mão:

— Tchau.

Quando Percival e os outros finalmente se afastaram, Helena virou-se para sua melhor amiga, Inês. Ela cruzou os braços, com um olhar avaliador, e perguntou:

— Então, vai me contar o que está acontecendo entre vocês dois?

Inês engoliu em seco, com o rosto corado. Ela mordeu o lábio e murmurou:

— Helena, eu...

— Está difícil de explicar, né? — Helena virou-se, lançando um olhar afiado para Mateus. — Mateus, sua vez.

— Helena, não me olhe assim. — Mateus coçou o nariz, desconfortável. — Esse olhar dá até medo.

Helena ergueu uma sobrancelha e disse:

— Aqui não é o lugar para conversar. Vamos achar outro lugar.

Mateus, sem jeito, sugeriu:

— Coincidentemente, eu e Inês estávamos indo jantar. Reservamos um salão privado no andar de cima. Você vem com a gente?

— Claro.

Helena entrou no elevador com Inês e Mateus novamente, mas sua mente estava uma bagunça.

Ela conhecia Mateus há muito tempo e sempre o viu como um irmão mais velho. Depois, o pai de Mateus casou-se com a mãe de Inês, e Inês se tornou meia-irmã de Mateus.

No início, Mateus parecia não gostar muito de Inês, mas, com o tempo, começou a incluí-la em tudo. Para Helena, eles tinham apenas uma relação de irmãos muito próximos.

Ela nunca imaginou que um dia eles acabariam juntos.

Quando chegaram ao salão reservado, Helena franziu a testa.

O ambiente era claramente um salão para casais. A decoração era delicada, com um vaso de rosas no centro da mesa, pétalas espalhadas sobre o tampo de vidro e velas que piscavam suavemente, criando uma atmosfera romântica.

Helena suspirou, puxando uma cadeira sem cerimônia e sentando-se.

— Quando isso começou?

Não era para menos que sua atitude estava um pouco ríspida.

Inês era mais próxima dela do que uma irmã, e Helena sempre enxergou Mateus como um irmão. Saber que ele estava se envolvendo com sua melhor amiga era algo difícil de digerir.

Para Helena, era como ver sua amiga, que ela tanto protegia, sendo “roubada” debaixo do seu nariz.

Helena massageou as têmporas, tentando aliviar a dor de cabeça que sentia com toda aquela situação.

— Como vocês chegaram a esse ponto? Vocês não têm medo de como o tio e a tia vão reagir?

Mateus respondeu com seriedade:

— Eles ainda não sabem de nada. Mas, se algo der errado, eu assumo a responsabilidade.

Helena ficou ainda mais irritada.

— Assumir a responsabilidade? Você acha que isso basta? Mateus, você faz ideia de como as pessoas podem ser cruéis? Palavras podem arruinar a vida de alguém. Já pensou no que vão dizer? Que a Inês é uma menina sem moral, que seduziu o próprio irmão...

Ela parou de falar abruptamente, incapaz de continuar.

Ela sabia que os boatos seriam ainda mais cruéis do que qualquer coisa que pudesse dizer. A ideia de ver sua melhor amiga sendo alvo de fofocas e críticas a deixava profundamente inquieta.

Mateus baixou os olhos e suspirou, claramente abalado com as palavras de Helena.

— Eu sei. Por isso, vou falar com meu pai e com a mãe da Inês em breve.

— O quê? — Inês levantou a cabeça de repente, olhando para Mateus com descrença. — Não havíamos combinado que não contaríamos nada ao tio e à minha mãe?

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