As funcionárias do departamento de secretariado foram chegando aos poucos, e todas lançavam um olhar para Cecília.
— Ceci, o que você está fazendo aqui? — Valéria a viu, largou a bolsa e correu até ela.
— Esperando o Sr. Heitor chegar para começar o expediente. — Depois de responder, ela perguntou. — Sobre a votação daqui a pouco, o departamento de secretariado...
Antes que ela pudesse terminar a frase, a porta do elevador se abriu.
Heitor vestia um terno cinza-claro. Sua figura alta, esguia e elegante aproximou-se de longe. Seus passos eram firmes, e seus olhos profundos possuíam uma severidade cortante.
Naquele instante, Cecília desistiu da ideia de tentar buscar informações.
Valéria estava de costas para o elevador e não percebeu que Heitor havia chegado. Ao vê-la interromper a fala no meio, não conseguiu evitar perguntar:
— Que votação... — Antes que terminasse, Valéria ouviu os passos e finalmente entendeu o que estava acontecendo. Fechou a boca imediatamente e recuou para o lado.
— Presidente Heitor.
— Presidente Heitor.
As duas falaram ao mesmo tempo.
Heitor fez uma breve pausa e entrou em seu escritório.
— Vou trabalhar. — Valéria, percebendo a situação, retirou-se discretamente.
Cecília assentiu e virou-se para seguir Heitor para dentro do escritório.
A luz da manhã inundava o ambiente, revestindo de um brilho dourado a decoração dominada por tons frios.
Ela permaneceu diante da mesa, com a postura perfeitamente ereta.
— Agora que está de volta, quais são seus planos de trabalho? — Heitor ergueu ligeiramente o olhar e olhou para ela.
Os olhos de Cecília vacilaram e, após hesitar por um momento, ela respondeu:
— A filial é, de fato, uma boa oportunidade para ganhar experiência.
— Parece que você ainda não tem uma compreensão clara da sua própria posição.

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