Cecília queria aproveitar enquanto ainda não estava no fim da gravidez para comprar tudo com antecedência. Ela tirou um dia para ir ao shopping comprar as coisas.
Manuela originalmente pretendia acompanhá-la, mas, antes de sair de casa, Tetéu ficou choramingando, querendo a mãe, e acabou batendo a cabeça sem querer.
Cecília a aconselhou a não ir junto. Para sua surpresa, Manuela foi extremamente fácil de convencer e concordou de imediato.
Só depois que Cecília terminou de se arrumar e saiu de casa, ao ver o carro de Murilo estacionado na rua, ela entendeu por que Manuela havia concordado tão prontamente.
— Cecília, aonde você vai? Entra, eu te dou uma carona! — Murilo levantou a capota do carro esportivo e colocou metade do corpo para fora, acenando para ela. — Hoje vou ser seu motorista particular!
— Você deveria saber aonde estou indo. — Cecília parou diante de seu chamativo carro.
— Ah... — Murilo coçou o nariz. — Olha só você. Até a Manuela me trata mais como amigo. Eu fico em casa o dia inteiro sem fazer nada. Se precisar de algo, não é só me chamar?
— Se você não tem nada para fazer, volte para Belnorte. Eu já comecei minha licença-maternidade, não há nada em que você precise me ajudar.
Toda vez que Cecília passava pela porta da casa dele, ele saía para cumprimentá-la. Ela não sabia se ele não se cansava disso. De qualquer forma, quem estava cansada por ele era ela. Ele ficava o tempo todo de olho nela.
— Está bem, então. Entra no carro e eu te levo ao shopping. Daqui a dois dias eu vou embora. — Murilo saiu do carro, deu a volta e abriu a porta do passageiro.
Cecília simplesmente entrou, colocou o cinto de segurança e cancelou o carro que havia chamado pelo aplicativo.
— Ouvi dizer que o Heitor te deu licença-maternidade. — Comentou Murilo.
— Uhum.
— Nem quem trabalha para o governo sai de licença-maternidade tão cedo. O que será que passou pela cabeça dele?
— Se quer saber, vá perguntar a ele.
— Eu não vou. — Murilo fez bico. — Não sei o que deu nele ultimamente. Ele parece o perigo em pessoa. Já roubou vários projetos do Grupo Horizonte. Meu pai até me ligou e disse para eu não provocá-lo de jeito nenhum.
Heitor parecia ter uma espécie de irritação intermitente com Murilo. De tempos em tempos, ele tomava projetos do Grupo Horizonte e entrava em confronto com a família do Murilo. Apenas para depois sossegar novamente.
Aqueles projetos nem sequer eram realmente disputados. O principal objetivo parecia ser simplesmente irritá-los.
— Talvez ele não goste que você fique sempre atrás dele.
Fora isso, Cecília não conseguia pensar em outro motivo.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Divórcio, Um Segredo. O Filho Não É Dele!