— Outros dois clientes também viram. Disseram que estavam pensando em voltar daqui a pouco. — Ao perceber que ela havia se interessado, o atendente logo a alertou.
— Então eu vou ficar com ele.
Cecília abriu a bolsa e estava prestes a pegar o celular para pagar quando uma mão segurando um cartão preto se estendeu diante dela e o entregou ao atendente.
— Eu vou levar este berço.
Cecília ergueu os olhos e imediatamente viu a mão de unhas pintadas em um tom suave de rosa-avermelhado de Liliana.
— Então... — O atendente hesitou. — Esta senhora já disse que pretende comprá-lo.
— Pretende comprar. Ou seja, ainda não comprou. E também não pagou. — Liliana respondeu.
— Bem... — O atendente ficou sem saber o que fazer.
— Srta. Liliana, um berço barato desses provavelmente nem merece sua atenção. Não há necessidade de desperdiçar dinheiro só para implicar comigo.
O berço custava oito mil. Cecília sentiu uma leve dor no coração ao ver o preço. Mas, para a família Azevedo, mesmo um berço de oitenta mil não seria nada demais.
O que Liliana estava fazendo não passava de uma provocação.
— De jeito nenhum! — Liliana enfiou o cartão na mão do atendente e forçou um sorriso para Cecília. — Vou comprar como um presente para você.
Cecília ficou surpresa.
— Passe o cartão. E depois mande este berço para o endereço da Srta. Cecília. — Liliana olhou para o atendente.
O atendente finalmente entendeu, pegou o cartão e foi até o caixa.
— Não precisa. — Cecília tentou impedi-lo, mas Liliana a deteve.


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