— Se você for fazer a reserva escondida de mim, eu vou ficar de mal com você. — Cecília trocou de roupa e lançou-lhe um olhar de soslaio.
Manuela fez bico.
— Não é a primeira vez que vimos aquela mulher de agora há pouco, não é? Ela me pareceu muito familiar.
— Nós a vimos uma vez, quando fomos conhecer o centro da última vez. — Cecília a lembrou.
Manuela se recordou.
— Da última vez, você foi a este centro justamente para tentar encontrá-la por acaso. Vocês são próximas?
— Ela é apenas uma cliente. — Cecília balançou a cabeça, negando. — É que essa mulher me dá uma sensação estranha.
— Existe tanta gente estranha por aí. Não fique pensando nisso. — Manuela não tinha o menor interesse no comportamento estranho de uma senhora idosa. — Você consegue entender o que estou tentando fazer?
Ela estava se referindo ao fato de querer reservar para Cecília um centro de recuperação pós-parto melhor. Sua intenção realmente era das melhores.
Cecília revirou os olhos.
— Não quero entender. Não vou entender. E não vou mais falar sobre isso. — Ela se virou e foi para a sala brincar com Tetéu.
Embora as duas tivessem voltado tarde, Irene ainda havia preparado o almoço. Ela esquentou a comida novamente, e Cecília e Manuela se sentaram à mesa para comer.
Depois da refeição, Cecília voltou para sua casa.
Como havia acordado cedo naquela manhã, pretendia tirar uma soneca, mas, antes mesmo de se deitar, alguém bateu à porta.
Ela só pôde se levantar e ir abrir.
— Cecília, abra a porta! — Era Manuela. Ela fazia uma algazarra, batendo na porta com urgência.
— O que aconteceu? — Cecília abriu.
— Dona Edna, a Dona Edna está aqui. — Manuela havia corrido até lá depois de receber uma ligação de Edna e estava um pouco ofegante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Divórcio, Um Segredo. O Filho Não É Dele!