— Você está perguntando isso para mim? — Heitor devolveu a pergunta.
Leandro não respondeu.
A atitude da família Azevedo em relação a Cecília era estranha. Mas, mesmo que quisesse investigar, precisava encontrar um ponto de partida. Caso contrário, não havia por onde começar.
— Investigue todas as possibilidades que você conseguir imaginar. — Heitor abriu levemente os lábios e, com poucas palavras, encarregou Leandro de uma tarefa gigantesca!
Leandro teve vontade de implorar para ser poupado várias vezes, mas, no fim, engoliu as reclamações inúteis. Sabia que falar não adiantaria nada.
Ele podia se acabar de trabalhar, mas Heitor não se importaria. Para ele, o que importava eram apenas os resultados.
— Entendido.
Bateram à porta do escritório.
Heitor desligou a ligação e disse em seu tom grave.
— Entre.
Rafaela abriu a porta, com uma expressão aflita.
— Sr. Heitor, a Sra. Tânia está aqui.
— Quem? — Heitor franziu a testa e se virou para olhar.
— A Sra. Tânia. — Rafaela repetiu.
Assim que terminou de falar, Tânia empurrou a porta entreaberta e entrou a passos largos.
— O quê? Não está feliz em ver sua mãe?
Heitor fez um sinal para Rafaela, que saiu antes mesmo que ele precisasse dizer alguma coisa.
— Por que não avisou que viria?
— Eu só queria aparecer de surpresa para ver se você estava fazendo alguma coisa errada. — Tânia parou no escritório e olhou ao redor.
— O que eu poderia estar fazendo de errado? — O olhar de Heitor vacilou enquanto ele se sentava à sua mesa.
— Se não está fazendo nada de errado, por que continua em Santa Marina? — Tânia sentou-se diante dele. — Eu e a Sandra já resolvemos praticamente tudo sobre o casamento. Você veio para cá para escapar da confusão. Ouvi dizer que, mesmo quando Nicole veio, você nem sequer jantou direito com ela. O que está acontecendo?
— Estou ocupado com o trabalho. — Heitor respondeu calmamente.


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