Felizmente, naquela época, Liliana havia enviado inúmeras capturas de tela para provocar Cecília.
Embora Cecília a tivesse bloqueado por achar aquilo irritante, nunca apagou o histórico da conversa.
Agora, aquelas mensagens finalmente serviam para alguma coisa.
À medida que Tânia passou os olhos por cada captura de tela, seu rosto foi ficando pálido. Eram truques mesquinhos, dignos de pessoas desonestas. As atitudes de Nicole fizeram Tânia se sentir profundamente humilhada.
— Sra. Tânia, independentemente do problema entre o Sr. Heitor e a Srta. Nicole, eu espero que não me envolvam nisso. Não importa se o objetivo dela ao te procurar foi descontar a raiva que ela sente de mim ou forçar o Sr. Heitor a voltar para Belnorte, eu não deveria ser arrastada para essa situação. Espero que a senhora seja compreensiva e me deixe em paz. — Cecília falou com calma, de maneira clara e pausada.
Tetéu já não conseguia mais ficar quieto. Remexia-se no carrinho, balbuciando e apontando animadamente para algum lugar ao longe.
— E, se for possível, o que eu realmente gostaria de receber não é esse cheque de cinquenta milhões, mas uma carta de rescisão de contrato.
Seus olhos, limpos e transparentes, carregavam uma sinceridade absoluta. A firmeza daquela resposta rompeu de vez a fúria de Tânia.
Ela apenas ficou parada, vendo Cecília empurrar o carrinho e se afastar.
Meia hora depois, na residência de Nicole.
Antes de chegar, Tânia havia telefonado e, assim que o carro estacionou, Nicole correu para abrir a porta.
— A senhora voltou! — Ela a recebeu com um sorriso delicado e pegou sua bolsa. Mas, ao notar a expressão sombria de Tânia, suavizou ainda mais a voz. — A conversa não foi boa? Eu não conheço muito a Cecília, mas ela sempre me pareceu muito esperta. Agora que tem um trunfo nas mãos, certamente não será fácil lidar com ela...

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