— Acham mesmo que eu mentiria para vocês? O corpo de um recém-nascido é muito delicado. Vocês não podem tocar nele.
— Por que tanta conversa? Abra a manta! — O segurança acompanhava atentamente cada movimento de Rodrigo.
— Chefe, ele com certeza está mentindo para a gente. Quando meu filho nasceu, pesaram e mediram a altura dele com a bunda de fora. Só depois de terminar tudo é que o enrolaram na manta! — Um homem se aproximou e acrescentou.
O segurança que liderava o grupo imediatamente caminhou até Rodrigo.
— Me entregue o bebê...
Antes que ele terminasse, Rodrigo pegou um objeto qualquer e o arremessou contra ele. Com o bebê nos braços, correu em direção à saída da sala de cirurgia.
— Pare! Peguem-no! — Vários seguranças se aproximaram, e a sala de cirurgia imediatamente virou uma confusão.
Rodrigo carregava um pequenino nos braços, o que limitava seus movimentos por todos os lados. Por fim, não conseguiu escapar dos seguranças e, antes mesmo de alcançar a porta da sala de cirurgia, foi cercado.
— Entregue o bebê!
— Vocês sabem de quem é essa criança? Se encostarem nela, não vão conseguir arcar com as consequências! — Rodrigo protegeu o bebê com todas as forças.
Como ele não soltava a criança, os homens não ousavam tomá-la à força, com medo de machucá-la. Os vários homens ficaram discutindo sem chegar a um acordo, encurralados num canto.
O médico que suturava o ferimento de Cecília não ousava levantar a cabeça para olhar, embora suas mãos começassem a tremer;
Cecília flutuava em um estado de torpor, ouvindo o choro do bebê, os gritos e o barulho caótico de objetos caindo no chão. Ela fez um esforço para abrir os olhos, mas não conseguia enxergar com clareza. As silhuetas se moviam diante dela. Além dos médicos vestidos com roupas cirúrgicas verdes, havia vultos de homens usando ternos pretos.
— Batam nele! Matem esse desgraçado!
Rodrigo foi derrotado e o bebê, arrancado de seus braços. Os outros homens avançaram todos de uma vez, encurralando-o no canto e enchendo-o de socos e chutes.
— Levem o bebê embora...
Cecília abriu os olhos de repente.
— Cadê o bebê? — Suas palavras saíram confusas. Estava tão fraca que mal conseguia abrir a boca.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Divórcio, Um Segredo. O Filho Não É Dele!