Humilhá-la o deixava realmente tão feliz assim?
...
Mateus estava na sacada. Trocara de roupa e vestia um pijama de seda preta e segurava um cigarro entre os dedos longos e esguios.
A fumaça envolvia seu rosto, tornando difícil ver sua expressão, mas ainda era possível perceber a sobrancelha fortemente franzida em sua face bonita.
Ele fumava com pressa. As cinzas, acompanhadas por pequenos pontos de brasa incandescente, caíam com fúria.
Achava que estava enlouquecendo.
O quarto Paraíso Azul não apresentava absolutamente nenhum problema. Foi ele quem mandou o gerente da mansão de férias dizer aquilo de propósito.
Simplesmente não queria que Emilly e Gustavo ficassem hospedados juntos.
Só de pensar que ela havia pedido preservativos e lingerie sensual, sua mente não conseguia parar de imaginar o que ela estaria fazendo com Gustavo.
Ele não conseguia controlar as próprias emoções.
Naquela madrugada silenciosa, Mateus se viu encarando de frente aquele sentimento oculto e assustador que guardava por Emilly. Não queria deixá-la ir.
Não queria vê-la com outro homem.
Ele não a amava.
Mas era viciado no prazer que ela lhe proporcionava.
Era só uma diversão... O problema era que ele ainda não tinha se divertido o suficiente. Como poderia deixá-la para outro homem?
Nesse momento, alguém o abraçou por trás.
— Mateus, por que você está fumando?
Era Monique.
Monique raramente via Mateus fumar.
Mateus se virou lentamente. Antes que dissesse qualquer coisa, ouviu-se o som da porta do banheiro se abrindo. Emilly apareceu, recém-saída do banho.
Gustavo se aproximou:
— Emilly, já tomou banho?
Emilly assentiu com a cabeça.
Nesse instante, ela viu Mateus e Monique na sacada. Monique o abraçava pelas costas, e ele ainda segurava o cigarro aceso entre os dedos. Os dois pareciam muito íntimos.

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