Larissa guardou as roupas e se deitou.
Depois de um dia inteiro andando pelo shopping, o cansaço veio sem cerimônia. Bastou encostar na cama para o sono a levar.
Quando Arthur voltou ao quarto, encontrou apenas uma luz baixa, morna, espalhada pelo ambiente.
Ele caminhou sem fazer barulho e voltou para a cama. Antes de se deitar, ainda ficou com o corpo meio erguido, olhando para o perfil dela sob a penumbra.
Larissa respirava com calma.
Dormia profundamente, em paz.
O olhar de Arthur ficou preso ao rosto dela. Em silêncio, ele desenhava cada traço em pensamento. O rosto pequeno tinha uma beleza delicada, mas nada frágil. Havia nela algo aberto, vivo, como uma rosa em plena florada.
Quanto mais olhava, mais o canto de sua boca subia sem que percebesse.
No instante seguinte, porém, a frase dela voltou à sua cabeça:
O erro estava justamente nisso. Eles não se amavam.
Uma dor aguda atravessou o coração de Arthur, inesperada, amarga, quase sufocante.
Depois, ele soltou um riso baixo, sem alegria.
Ela realmente sabia ferir sem perceber.
...
Na manhã seguinte, Larissa acordou cedo. Precisava ir ao aeroporto se reunir com a equipe de filmagem.
Quando desceu para o primeiro andar, Arthur já estava sentado à mesa do café, como de costume.
Ao se lembrar da noite anterior, Larissa fingiu naturalidade e foi até ele.
— Bom dia.
— Bom dia.
O café da manhã diante de Arthur continuava intocado. Como de costume, ele a esperava para comer.
— Come.
Larissa respondeu com um som baixo e se sentou. A primeira coisa que fez foi beber o leite.
Entre os dois, tudo parecia calmo.
Calmo demais.
Depois de pousar o copo, Larissa ergueu os olhos para ele e percebeu que Arthur não parecia aborrecido pelo que aconteceu na noite anterior.
Era para ela se sentir aliviada.
Mas, no segundo seguinte, outro pensamento a picou: talvez ele não se importasse justamente porque não gostava dela.
A inquietação veio sem aviso e lhe bagunçou o peito.
Até a fome sumiu.
— Não vou comer mais. Preciso ir para o aeroporto.
Ela se levantou para sair.
Arthur também se levantou, alto, sereno.
— Eu te levo.
Larissa olhou para ele de novo.
O rosto bonito, de traços fundos e bem marcados, carregava aquela frieza contida de quem não se deixava ler. Comparado aos últimos dias, ele parecia um pouco mais distante.
Então ouviu a voz dele:
— Para de pensar nisso. Vamos.
Larissa afastou os pensamentos confusos e acabou concordando.
O caminho até o aeroporto durava uma hora. Nos primeiros quarenta minutos, o silêncio ocupou o carro inteiro.
Todo mundo dizia que Arthur era frio, quase sem coração.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...