Larissa estava no limite.
Despejou tudo de uma vez e se virou para sair.
Mas mal deu um passo quando Arthur segurou seu pulso.
Num movimento rápido, a puxou de volta, e Larissa acabou contra o peito firme dele. Uma mão grande amparou sua nuca, enquanto o aroma discreto de cedro a envolvia.
No instante seguinte, Arthur tomou seus lábios.
O beijo veio intenso, impaciente, carregado de tudo o que ele conteve até ali. A respiração dele se misturou à dela, quente, sufocante.
Pega de surpresa, Larissa tentou afastá-lo. Quanto mais resistia, porém, mais firme ficava o braço ao redor de sua cintura, e o beijo ganhava força, quase como uma punição por tudo o que ela acabara de dizer.
Até que o fôlego lhe faltou.
A resistência se desfez pouco a pouco, e seu corpo perdeu a força nos braços dele.
Só então Arthur se afastou.
Ainda permaneceu perto demais. A respiração quente roçou o rosto de Larissa enquanto ele a encarava.
— Você amou alguém por cinco anos. Isso nunca foi o problema.
A voz saiu rouca.
— O problema é continuar me empurrando para longe sempre que alguma coisa acontece.
Larissa piscou.
Boa parte da mágoa acumulada no peito pareceu se dissolver naquele instante.
— Mas a mulher que você ama voltou...
Arthur soltou um suspiro quase imperceptível.
Pelo jeito, não importava quantas vezes dissesse. Larissa simplesmente não acreditava que a mulher em questão podia ser ela.
E ele também não queria pressioná-la até assustá-la.
O polegar deslizou de leve pela face dela.
— Lari, deixa o tempo te mostrar a verdade.
Larissa baixou um pouco o rosto, mas tornou a erguer os olhos para ele. A irritação de minutos antes desapareceu, deixando uma docilidade que suavizou todo o seu semblante.
— Está bem.
Um sorriso discreto surgiu nos lábios de Arthur.
A tensão em torno dele enfim cedeu, e o olhar escuro recuperou aquela ternura reservada quase exclusivamente a ela.
O aperto no peito de Larissa também desapareceu por completo.
Foi então que se lembrou de outra coisa.
— A propósito, vou para Belmonte com a equipe acompanhar as filmagens.
Arthur ergueu uma sobrancelha.
— Quando?
O celular tocou antes que ela respondesse.
Arthur conferiu a tela, e sua expressão mudou na mesma hora.
— Preciso atender.
Larissa tentou olhar de relance, mas não conseguiu ver o nome.
Também não perguntou.
Apenas assentiu.
— Tudo bem. Vou deixar você falar.
— Tá.
Arthur acompanhou Larissa com os olhos até que ela saísse do escritório.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...