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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 115

Ciro ficou parado, seguindo com os olhos as costas de Larissa. As mãos se fecharam devagar, até as veias saltarem no dorso.

— Eu vi direito? A Larissa acabou de bater no Sr. Ciro?

— Viu. E eu vi também.

— Gente... com aquele dinheiro, aquele rosto e o sobrenome Vasconcelos, e ela ainda manda ele embora desse jeito?

O grupo cochichava de longe, meio sem acreditar na cena, enquanto comia o lanche que Ciro mandou servir.

Pouco antes, ele ainda pediu a todos que cuidassem bem de Larissa dali em diante.

Na cabeça deles, aquilo parecia até começo de reconquista.

Agora, depois daqueles dois tapas, até o lanche descia torto.

Zelda ficou ainda mais chocada.

Pronto. Agora não tinha dúvida: entre aqueles dois, existia história.

Porque, com a posição de Ciro, que mulher ousaria levantar a mão contra ele assim, no meio de todo mundo, sem haver algo muito mais fundo por trás?

O ânimo de Zelda murchou na hora.

Droga.

Nem deu tempo de sonhar direito.

...

Larissa foi ao banheiro e lavou o rosto.

Uma mensagem de Arthur chegou pelo WhatsApp:

[Tudo certo? Sentiu minha falta?]

Larissa perdeu o fôlego por um segundo.

Ignorou, por instinto, a segunda pergunta. Ainda com a cena de agora na cabeça, digitou na tela:

[Mais ou menos.]

Aquele "mais ou menos" podia falar do trabalho.

Ou da saudade dele.

Arthur olhou para as três palavras, e um sorriso discreto lhe tocou a boca. A irritação que carregava antes se dissipou em boa parte.

[Vou fingir que foi saudade. Agora me conta: aconteceu alguma coisa?]

Larissa ficou olhando para a conversa, sem responder de imediato.

O que sentia por Arthur era complicado demais para caber numa palavra só.

Sem nem tocar na questão de gostar ou não dele, só pela relação entre os Vasconcelos e os Moretti, Arthur sempre ocupou, na vida dela, um lugar parecido com o de um irmão mais velho.

Antes, ele parecia frio demais para se aproximar. Ainda assim, no aniversário dela, presentes chegavam. Nos jantares entre as duas famílias, ele colocava comida em seu prato sem dizer nada.

Quando ela era mais nova, imatura, cheia de fogo, vivia se metendo em atrito com gente da mesma idade. Arthur aparecia, resolvia tudo, depois lhe dava um toque leve na cabeça e dizia que ela fez muito bem.

Agora, de repente, eles eram marido e mulher.

E, como marido, Arthur não deixava falha. Era responsável, paciente, gentil com ela de um jeito que às vezes chegava a desarmá-la.

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