Larissa ergueu os olhos.
O olhar dela entrou direto nos olhos de Arthur, escuros, fundos, mas cobertos por uma ternura que ele não dizia em voz alta.
O calor chegou primeiro ao peito. E, sem perceber, ela se acalmou.
Durante o jantar, os homens começaram a falar de negócios.
O assunto era o mercado de carros elétricos. Entre uma frase e outra, surgiram baterias, sistemas inteligentes, autonomia e outros pontos técnicos.
Larissa permaneceu quieta, concentrada no próprio prato.
Estava com fome de verdade.
A conversa na mesa se animava cada vez mais, mas Arthur quase não falava. De vez em quando, apenas assentia.
Ainda assim, não deixava de servir Larissa pessoalmente.
Entre os pratos, ela gostou especialmente dos aspargos salteados com castanhas-de-caju. Eram leves, crocantes, com um toque adocicado que ficava fresco na boca. Sem perceber, comeu um pouco a mais.
— Hoje, os carros elétricos já ocupam 70% do mercado. Se resolvermos os gargalos dos sistemas inteligentes e da autonomia das baterias, ainda dá para avançar mais 20%. — Quem falou foi um homem de meia-idade, seguro demais da própria análise.
Outro completou:
— Bons engenheiros são raros. Nos últimos dois anos, todo mundo olhou para esses mesmos problemas, mas ninguém conseguiu sair do lugar.
Então o homem à frente da mesa, Sr. Murilo, voltou os olhos para Arthur.
Apesar do corpo magro, o olhar era afiado. Havia nele uma presença forte, de quem se acostumou a ocupar a cabeceira.
Mesmo assim, diante de Arthur, ainda parecia perder um grau de peso.
— Não sei se o Sr. Arthur poderia nos conduzir nesse avanço.
No mundo dos negócios, o nome de Arthur sempre chegava antes dele.
Quem o mencionava, baixava o tom. Todos conheciam sua precisão cruel: quando ele decidia agir, a disputa já estava perto do fim.
Lá fora, diziam que Arthur era frio, implacável, duro até o osso.
Antes, Larissa também acreditava nisso.
Até esses dois meses de casamento embaralharem sua certeza. Agora, sempre que olhava para ele, via um homem atento e controlado. Responsável de um jeito que a desarmava.
— Ouvi dizer que Augusto Duarte, da família Duarte, já entrou em contato com aquele engenheiro internacional famoso. Como é mesmo o nome? Al... Alex.
Ao ouvir aquilo, Larissa, que ainda comia, parou por um breve instante.
Foi sutil.
Mas Arthur olhou para ela bem naquela hora.
Captou a pequena mudança em seu rosto, e as sobrancelhas dele se franziram quase imperceptivelmente.
...



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...