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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 128

Primeiro, ele a drogou, tentando forçar uma intimidade e fabricar uma suposta relação consumada.

Depois, mandou bêbados a assediarem, só para aparecer como salvador.

Podre por dentro. Sem cura.

Larissa se achou cega por tantos anos.

Como pôde correr atrás dele, insistir naquele casamento a qualquer custo e, no fim, acabar ferida, humilhada, cheia de marcas?

Agora, pensando bem, o mais absurdo era isto: ela não enxergou um homem como Arthur diante dos olhos e, por causa de uma ridícula dívida de gratidão, amou um lixo como Ciro.

Se isso não era cegueira, o que mais seria?

— Larissa, você precisa ser tão cruel comigo?

Ciro agarrou a mão dela no instante em que Larissa tentou abrir a porta. Seus dedos se fecharam com força, uma vez, depois outra.

— Eu já te pedi desculpas. Já prometi que vou te tratar bem daqui pra frente. O que mais você quer que eu faça para me perdoar?

No começo, ele achou que não amava tanto Larissa.

Pensava que todo o cuidado, toda a tolerância de antes, serviram apenas ao noivado entre as famílias e ao apoio do avô dela.

Mas, quando Larissa rompeu com ele sem hesitar e assinou aquele documento de cancelamento do noivado, a dor no peito veio forte demais.

Só ao sentir que podia perder aquela mulher, Ciro conheceu um medo que nunca sentiu antes.

— Eu já disse. Quer meu perdão? Só morto. — Os olhos de Larissa estavam frios, sem piedade.

Ela se soltou dele com força e abriu a porta para sair.

Mas a porta mal se abriu.

A mão de Ciro caiu contra a madeira e a fechou de novo com violência.

Larissa tentou mais algumas vezes.

Falhou em todas.

A diferença de força entre os dois era brutal. Se ele não deixasse, ela simplesmente não sairia dali.

Os olhos de Larissa o fitaram com ódio.

— Ciro, você quer repetir o que fez da outra vez? Se ousar, eu nunca vou te perdoar.

A frieza nos olhos dela perfurou Ciro.

De repente, ele abriu os braços e a prendeu num abraço apertado, como um homem sozinho demais para aceitar a própria derrota.

— O que eu preciso fazer para você voltar pra mim?

A voz dele saiu rouca, quase quebrada.

— Larissa, eu sei que errei. Eu mudo. Tudo que você não gostar, eu mudo. Tá bom?

Agora que o estrago estava feito, vinha bancar o arrependido.

Ela não precisava daquela paixão falsa e tardia.

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