Esse era o ponto fraco de Larissa.
A brecha por onde Ciro sempre conseguia entrar. Por mais que agora o odiasse, ela não podia apagar o fato de que, anos antes, ele salvou sua vida.
O peito de Larissa doeu, amargo.
Ciro percebeu sua hesitação e insistiu:
— Considera isso minha última chance, Larissa. Eu te amo de verdade.
Larissa inspirou fundo.
O rosto continuava frio, mas a voz saiu com um cansaço que ela não conseguiu esconder.
— Está bem. Se quer conversar, deixamos para depois do aniversário da Sra. Paula.
— Está bem.
Ciro aceitou na hora.
Havia até uma ponta de alegria em sua voz, como se ele não soubesse que, naquele dia, o rompimento do noivado seria anunciado.
Larissa nem quis pensar nisso.
Apenas encerrou a chamada.
No dia seguinte, seria o aniversário da Sra. Paula.
Naquela noite, Arthur voltou cedo.
Quando entrou no quarto, Larissa acabava de sair do banho. Ao vê-lo, não escondeu a surpresa.
— Chegou cedo hoje. Não tinha compromisso?
Ela secava os cabelos úmidos com a toalha. Deu alguns passos na direção dele e o encarou com naturalidade.
— Eu disse que tentaria voltar cedo para ficar com você. Não ousaria faltar com a palavra. — Arthur sorriu, com um tom de provocação. — Ainda lembro que você é vingativa.
O olhar dele ficou preso em seu rosto.
A pele de Larissa ainda guardava o rubor do banho, macia, luminosa, bonita o bastante para mexer com a razão de qualquer homem.
O pomo de adão de Arthur deslizou discretamente. Nos olhos escuros, algo se moveu em silêncio.
Larissa não percebeu.
Continuou secando os cabelos e foi até o armário buscar o secador. Depois se sentou no sofá aos pés da cama, pronta para começar.
De repente, uma temperatura roçou seus dedos.
O secador saiu de sua mão.
A voz de Arthur soou baixa, agradável:
— Eu faço.
Larissa ficou parada por um instante e olhou para ele.
O vento morno do secador passou por sua bochecha, confortável, levantando de leve os fios ainda úmidos.
Arthur estava ao seu lado. Naquele rosto bonito, de traços bem definidos, havia uma ternura indulgente, quase silenciosa.
— Fecha os olhos e aproveita.
Por algum motivo, Larissa obedeceu.
Fechou os olhos.
Os dedos longos de Arthur passavam pelos cabelos de Larissa, devagar, separando as mechas ainda úmidas.
O vento morno do secador vinha junto com o toque dele. Às vezes roçava a nuca. O coração que Larissa tanto tentou acalmar voltou a se desordenar.
Ela disse a si mesma mais de uma vez que a ternura de Arthur vinha da responsabilidade, da idade, da amizade antiga entre as duas famílias.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...