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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 143

A festa daquela noite era grandiosa.

Quase todos os sobrenomes de peso daquele círculo marcaram presença.

Sra. Paula franziu levemente a testa.

— Você, hein, garoto... passou tantos anos fora. Pelo que Ícaro me contou, faz só dois meses que voltou ao país, não é?

Ela estreitou os olhos, meio desconfiada, meio divertida.

— E mesmo assim já sabe dessas coisas?

Provavelmente, só ela em toda Aurimare ousava falar assim com Arthur.

Afinal, os Vasconcelos eram a família mais rica da cidade, com raízes fundas e influência espalhada por todos os lados. E Arthur, além de herdeiro, era competente demais. Dizer que ele segurava boa parte da economia de Aurimare nas mãos nem chegava a ser exagero.

Arthur curvou de leve o canto da boca.

— Por acaso, sei tudo o que preciso saber.

Sra. Paula apertou ainda mais a testa, entre a graça e a impaciência.

— Você continua igualzinho. Jovem desse jeito, mas com alma de velho sisudo.

Ao perceber a postura dele, ela resolveu brincar:

— Não me diga que você e a Lari é que formam um casal?

Larissa ficou parada por um segundo.

Que olhar certeiro.

Pior que era verdade.

Os olhos de Arthur ficaram escuros, indecifráveis. Em vez de negar, ele devolveu a pergunta:

— A senhora acha que combinamos, vó Paula?

Sra. Paula levou a pergunta a sério e observou os dois com atenção.

Antes que pudesse responder, uma voz doce demais entrou na conversa.

— Vó Paula...

Melissa se aproximou com passos delicados e entregou seu presente. A voz vinha macia, açucarada.

— Desejo à senhora uma vida longa, cheia de saúde e felicidade.

Sra. Paula assentiu, satisfeita.

— Muito bem, querida. Que menina educada.

Ela olhou o rosto de Melissa com cuidado, mas pareceu não se lembrar de quem era.

Até Beatriz e Ciro se aproximarem.

— Sra. Paula, a senhora não se lembra? É a Melissa. — Beatriz entregou também seu presente e aproveitou para apresentá-la.

Só então Sra. Paula pareceu se dar conta.

— Então é a filha da Mafalda. Que moça bonita. Mãe e filha parecem sair do mesmo molde.

Ela estendeu a mão com carinho.

— Venha cá, minha filha. Deixe a vovó olhar você melhor.

— Claro, vovó.

Melissa se aproximou.

Naquela noite, ela usava marcas dos pés à cabeça e se arrumou como uma pequena princesa. O rosto delicado, a maquiagem impecável, o corpo magro e frágil faziam dela uma figura fácil de provocar ternura.

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