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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 166

No instante em que sentiu a maciez dos lábios de Larissa sobre os seus, Arthur ficou imóvel.

Seus olhos se abriram devagar. A surpresa acendeu o olhar, seguida por uma ternura tão intensa que ele mal conseguiu escondê-la.

— Lari...

Arthur segurou os ombros dela e a fitou, ainda tomado por uma alegria incrédula.

— Você sabe o que está fazendo?

Larissa não suportou o calor daquele olhar. Baixou o rosto, envergonhada.

— Foi só um beijo.

Mal terminou de falar e sentiu o rosto esquentar ainda mais.

O rubor se espalhou por suas faces. Uma mecha solta caiu sobre o rosto inclinado, enquanto os cílios curvos escondiam seus olhos. Assim, quieta diante dele, Larissa parecia doce demais para ser a mesma mulher que, quando queria, ardia com toda a vivacidade de uma rosa.

Arthur percebeu os dedos dela apertando sua mão, denunciando o nervosismo.

Um sorriso cheio de carinho se formou em seus olhos.

— Está com tanto medo e ainda quer fazer isso por mim?

Larissa ergueu o rosto, sem entender.

— Por você?

— Não foi porque eu disse que, depois do casamento, faríamos o que marido e mulher fazem? — Arthur a observou como se já conhecesse cada pensamento que ela tentava esconder. — Foi por isso que tomou a iniciativa hoje?

Ele acertou em cheio.

Larissa ficou alguns segundos em silêncio antes de admitir:

— Em parte.

Arthur arqueou levemente a sobrancelha.

— Em parte?

Mesmo com ela tão perto, entregue àquele impulso raro, ele não avançou.

Interrompeu o momento antes que Larissa se deixasse levar ainda mais e esperou, paciente, que ela explicasse.

Larissa franziu de leve as sobrancelhas e o encarou com os olhos claros.

— Nós somos casados. Eu te beijar, te abraçar... é a coisa mais normal do mundo.

Pelo menos foi isso que Alisa colocou em sua cabeça.

Durante muito tempo, Larissa acreditou no que Ciro dizia: certas intimidades só deviam acontecer depois do casamento. Um beijo mais profundo. Dividir a mesma cama.

Agora ela já era casada.

Então por que não?

A resposta ousada surpreendeu Arthur de um jeito quase perigoso.

— Você realmente pensa assim?

Enquanto falava, o olhar dele mudou.

O calor que surgiu ali prendeu Larissa no lugar. Arthur a fitava como se cada centímetro de distância entre os dois fosse uma provocação, e seus olhos desceram devagar até os lábios que acabaram de beijá-lo.

Por um instante, Larissa teve a nítida impressão de que ele a tomaria pela boca e não a soltaria até lhe roubar o último fôlego.

Suas costas se retesaram.

A coragem de antes evaporou.

— Eu estava falando... na teoria.

O pomo de Adão de Arthur se moveu.

No instante seguinte, ele baixou a cabeça e capturou os lábios dela, sem lhe dar tempo para fugir.

Contra sua boca, murmurou:

— Lari, teoria nenhuma vale sem prática.

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