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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 174

Quando Larissa tornou a olhar, percebeu que Arthur abriu todos os botões da camisa.

O tecido se afastava sobre o peito e deixava à mostra o desenho firme dos músculos. Sob a luz fria do quarto, as linhas que desciam pelo abdômen até desaparecerem sob a cintura da calça pareciam ainda mais nítidas.

Havia algo perigosamente contido naquela visão.

Larissa perdeu o fôlego.

O calor subiu ao rosto, e o coração acelerou sem pedir licença.

Que corpo...

Perto dele, o acompanhante parecia apenas um ensaio malfeito.

Larissa engoliu em seco e tentou esconder o desconcerto com um sorriso pouco convincente.

— Alisa terminou um relacionamento, bebeu demais e começou a falar bobagem. Era só brincadeira...

— Brincadeira?

Arthur avançou um passo.

A voz veio baixa, já tomada por uma rouquidão que fez a pele dela se arrepiar.

— Então a culpa é minha. Não cumpri direito meu papel de marido e deixei minha esposa tão carente que ela precisou sair para se divertir.

Quanto mais ela explicava, pior ficava.

Larissa ergueu o rosto para ele. As faces coradas e o olhar indignado tiravam qualquer força de sua reclamação.

— Eu não fiz nada. Você está me acusando sem motivo.

Fez uma pausa e ainda tentou se defender:

— Por mais bonito que fosse o abdômen do número dezoito, eu nem toquei nele.

Os olhos de Arthur se estreitaram.

— Está arrependida?

Antes que Larissa respondesse, ele segurou seu pulso e levou sua mão até o próprio abdômen.

— Não era isso que você queria tocar? Então toque.

A boca dele se curvou sem humor.

— E aqui não custa nada.

Larissa ficou muda.

Os dedos finos pousaram sobre os músculos firmes. Arthur manteve sua mão ali, e o calor da pele dele atravessou a palma dela.

Quase sem pensar, Larissa apertou de leve.

Duro.

Mas com uma elasticidade quente sob seus dedos.

A sensação era boa demais.

Ela apertou outra vez, esquecida por um instante do perigo diante dela.

O olhar de Arthur mudou. Ficou mais afiado, preso em cada pequeno movimento de sua mão.

— Quando minha esposa quiser adquirir alguma experiência, pretende continuar ignorando o marido com quem se casou para procurar acompanhantes?

A mão dele ainda envolvia seu pulso.

— O que aqueles homens têm de tão especial?

O ciúme escorria de cada palavra.

Larissa, porém, demorou um segundo a perceber.

E, antes que o bom senso chegasse, repetiu exatamente o que Alisa vivia dizendo:

— São jovens... têm fôlego de sobra.

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