— Arthur, eu vi tudo.
Larissa cerrou a mão e, ao soltar os dedos, a voz já saiu mais baixa:
— Uma mulher chamada Pamela procurou você esta noite, não foi?
A expressão de Arthur se imobilizou por um instante.
Então era isso.
Ela viu os dois. Por isso passou todo o caminho de volta tão distante.
Arthur abriu os lábios para explicar, mas Larissa já desviou o olhar. Quando tornou a falar, escondia a tristeza sob uma calma frágil:
— Nosso casamento começou num impulso, no calor da raiva. Como ainda não anunciamos nada... talvez seja melhor nos divorciarmos agora.
Assim que pronunciou aquelas palavras, as unhas se cravaram em sua palma.
Larissa se preparou para aquele momento. Disse a si mesma que seria simples, que era apenas a decisão mais sensata.
Não adiantou.
Uma dor aguda lhe atravessou o peito e lhe roubou o fôlego.
Arthur permaneceu em silêncio, os olhos escuros presos nela.
A espera se prolongou como uma sentença.
Antes mesmo de ouvir a resposta, Larissa quis fugir. Deu um passo, mas uma mão firme segurou seu pulso. O calor do toque subiu por sua pele junto com a voz baixa e rouca de Arthur:
— Quer o divórcio? Tudo bem. Mas antes me diga por quê.
Larissa ergueu o rosto de uma vez.
— Pamela não basta?
O peito subia e descia sob o esforço de manter a voz firme.
— Ela é a mulher que você sempre amou. Voltou para Asteria e veio até Aurimare atrás de você.
Larissa sustentou o olhar dele, embora cada palavra lhe apertasse um pouco mais o coração.
— Estou apenas devolvendo o lugar que sempre foi dela. O que há de errado nisso?
Arthur a observava com um sorriso nos olhos, tomado por um carinho que só a deixou ainda mais confusa.
— Por que está sorrindo? Eu pareço ridícula para você?
— Viu como é melhor falar comigo do que sofrer sozinha?
Um sorriso satisfeito tocou os lábios de Arthur.
— Dois meses atrás, você guardaria tudo, se trancaria no próprio silêncio e tentaria resolver a dor sozinha.
O polegar dele roçou seu pulso com suavidade.
— Agora já consegue ficar brava comigo. É um belo progresso.
A provocação voltou à voz dele:
— Pelo visto, ser minha Sra. Vasconcelos lhe fez bem.
Larissa odiou perceber que ele tinha razão.
Ao lado de Ciro, aprendeu a engolir cada mágoa. Aos poucos, se calou tanto que quase esqueceu como era dizer em voz alta o que a feriu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...