— Muito bem — Elogiou, contendo o sorriso. — O Sr. Vasconcelos está cumprindo seu papel com excelência.
Então olhou para a pilha de caixas.
— Um jogo tão interessante perderia metade da graça se eu abrisse tudo sozinha. Preferi esperar por você.
Os olhos de Arthur se suavizaram.
— Então vamos abrir juntos.
— Claro!
Larissa aceitou com os olhos brilhando. Puxou Arthur para o sofá e começou a abrir as caixas, uma após outra.
— Naquela festa dos Moretti, o que o garoto fez para você dar uma bronca nele?
— Qual foi o desejo que você fez no seu aniversário de treze anos?
— Na primeira vez que foi à mansão Vasconcelos, o que você disse ao meu avô que mais gostava de fazer?
...
Larissa respondeu a todas.
A cada cartão virado, a resposta no verso confirmava que ela acertou.
Dentro das caixas, surgiram presentes de cifras capazes de deixar qualquer um sem palavras: as chaves de um carro, a escritura de um imóvel, um colar de diamantes, um anel...
Até que restou apenas a última.
A pergunta dizia:
[Há três anos, em qual quarto da mansão Vasconcelos nós quase nos beijamos?]
O calor subiu de imediato ao rosto de Larissa.
Ela ficou em silêncio.
— Não se lembra dessa? — Arthur ergueu uma sobrancelha, e uma sombra provocadora escureceu seu olhar.
Como Larissa poderia esquecer?
Foi na noite do aniversário de Ciro, três anos antes. Melissa a embebedou de propósito e a afastou dali, na esperança de finalmente ir para a cama com ele.
Por uma sucessão de acasos, Larissa entrou no quarto errado. Convencida de que Arthur era Ciro, se agarrou a ele e cobriu seu rosto de beijos sem a menor cerimônia.
Só de lembrar, a vergonha voltou inteira.
Larissa desviou os olhos e respondeu quase num sussurro:
— No andar de cima... no seu quarto.
Depois de dizer aquilo, uma dúvida tornou a inquietá-la.
Como Arthur guardava tantos detalhes?
Se ele não a tratasse com tanta frieza naquela época, Larissa quase acreditaria que foi secretamente amada por ele durante todos aqueles anos.
— A memória da Sra. Vasconcelos continua impecável.
Um sorriso lento curvou os lábios de Arthur. O olhar que pousou nela ganhou uma profundidade carregada de segundas intenções.
Larissa respondeu com um sorriso sem graça.
Aquilo também não era exatamente digno de elogios. Uma vergonha daquele tamanho se gravaria na memória de qualquer pessoa.
Ainda assim, ao observar os inúmeros presentes espalhados pela sala, todos acompanhados de perguntas sobre momentos de sua vida, uma suspeita começou a nascer.
Parecia que Arthur prestou atenção nela durante todos aqueles dez anos. Em cada gesto, em cada palavra, em detalhes que nem Larissa lembrava direito.
Talvez fosse apenas sua memória extraordinária.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...