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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 273

Na manhã seguinte, Larissa precisava se reunir com a equipe de produção.

Quando conseguiu sair da cama, sentiu cada músculo reclamar. Braços, pernas, cintura... tudo doía.

Ela olhou para Arthur, que já estava impecável num terno de três peças, como se a noite anterior jamais tivesse acontecido, e reclamou com um misto de vergonha e indignação:

— Você é louco. Precisava exagerar daquele jeito ontem?

Arthur se aproximou sem a menor cerimônia e passou o braço pela cintura dela. A ternura em seus olhos contrastava perigosamente com a lembrança da noite anterior.

— A culpa é da Sra. Vasconcelos, que resolveu ser irresistível demais. Eu perdi o controle, não posso assumir toda a responsabilidade.

Ele se inclinou, aproximando o rosto. A respiração quente roçou a face de Larissa.

— Além do mais, um marido desejar a própria esposa é a coisa mais normal do mundo.

O coração dela disparou.

Esse homem sabia exatamente como mexer com ela.

Se continuasse assim, Larissa acabaria acreditando de verdade que Arthur se apaixonou.

E, pensando bem...

Se ele realmente se apaixonasse, seria maravilhoso.

Ela fechou a mão e deu um leve soco no peito dele, fingindo irritação.

— Continua falando assim e eu vou acabar acreditando.

Arthur assumiu uma expressão séria, embora o brilho nos olhos o traísse.

— E pode acreditar. Não é de hoje que eu desejo a Sra. Vasconcelos.

Larissa ficou vermelha e soltou uma risada sem saber se se escondia ou batia nele de novo.

Claro que não levou aquela provocação ao pé da letra.

Virou Arthur pelos ombros e começou a empurrá-lo para a porta.

— Você não ia para a empresa do Sr. Murilo? Então anda. Eu também preciso me arrumar e ir para a reunião.

— Está bem. Se sentir saudade, é só me mandar mensagem.

A voz grave e tranquila dele veio carregada de bom humor.

— Sim, sim, já entendi.

Larissa abriu a porta ainda sorrindo, o empurrou para fora e acenou antes de fechá-la.

Quando ficou sozinha, o sorriso continuou em seu rosto.

Havia algo leve, quase doce, pulsando no peito.

Uma sensação perigosamente parecida com estar namorando.

Pensando melhor, talvez nem tudo que surgiu daquela história confusa com Ciro precisasse continuar sendo uma sombra sobre sua vida.

Ao menos agora, ao lado de Arthur, Larissa se sentia feliz.

E, pela primeira vez em muito tempo, gostava daquela felicidade sem precisar analisá-la demais.

Quanto a Pamela...

Se realmente existiu alguma coisa entre ela e Arthur no passado, mas já não havia nada entre os dois, Larissa também não precisava transformar isso num problema.

Eram adultos.

Quem nunca carregou uma ou duas histórias anteriores?

Ainda mais um homem como Arthur.

Do lado de fora, Arthur permaneceu alguns segundos diante da porta, visivelmente satisfeito.

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