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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 286

Arthur.

Ele também esteve lá naquele dia.

Talvez soubesse de alguma coisa.

Mas a ideia mal surgiu e Larissa já encontrou uma falha.

Se Arthur soubesse que Ciro nunca salvou sua vida, por que passou todos esses anos sem dizer uma palavra?

Ela logo abandonou a hipótese.

Quando a tiraram da água, Ciro era o único ao seu lado. Pouco depois, Larissa foi levada direto para o hospital.

E Arthur ainda apareceu por lá mais tarde.

Se fosse ele quem a salvou, por que nunca mencionou?

Melhor não criar teorias antes da hora.

Larissa voltou a atenção para Ciro e para a investigação de Alex.

Esperaria pelas respostas.

Naquela tarde, o diretor Fernandes ligou para saber por que ela não apareceu na leitura do roteiro e perguntou se estava tudo bem.

Aproveitou para avisar que as filmagens começariam no dia seguinte e que precisaria dela no set para a primeira cena.

Larissa garantiu que estava bem e confirmou presença.

— Ótimo. Então não vou tomar mais o seu tempo, Srta. Larissa. Descanse.

Larissa sorriu de leve.

— Imagine, diretor. Não está incomodando.

Ela sabia perfeitamente de onde vinha tanta consideração.

O sucesso da série ajudava, claro.

Mas Arthur pesava muito mais naquela gentileza toda.

Larissa não via problema algum nisso.

Ter alguém poderoso ao seu lado, disposto a protegê-la, nunca foi motivo de vergonha.

Ainda mais quando ela própria tinha resultados suficientes para sustentar o lugar que ocupava.

Pouco depois, o celular voltou a tocar.

Larissa olhou a tela.

Um número conhecido, ainda sem nome salvo.

Ciro.

Sem mudar a expressão, colocou o aparelho no silencioso e o deixou de lado.

Abriu o notebook, retomou o roteiro e continuou revisando as cenas como se o celular nem existisse.

A ligação caiu.

Logo veio outra.

Depois outra.

E mais outra.

A insistência deixava evidente a mistura de urgência e raiva do outro lado.

Até que Ciro finalmente desistiu.

O silêncio não durou muito.

De repente, pancadas violentas sacudiram a porta.

Larissa se assustou e o corpo se contraiu por reflexo.

Então franziu a testa. Nem precisava perguntar quem era.

As batidas continuaram, pesadas, impacientes.

Por alguns instantes, ninguém falou.

Até que Ciro perdeu o resto da contenção.

— Larissa, eu sei que você está aí! Abre essa porta!

A voz dele explodiu no corredor.

— Pode me odiar o quanto quiser, mas não tinha o direito de fazer uma coisa tão baixa!

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