Se aquele homem realmente perdesse a paciência, o supermercado inteiro podia começar a se preocupar com o próprio futuro.
Larissa, porém, atribuiu o acidente à forma inadequada como as mercadorias estavam empilhadas e não pensou além disso.
Ainda assim, sua expressão ficou séria.
— Dessa vez ninguém se machucou, mas vocês precisam prestar mais atenção à segurança. Isso não pode acontecer de novo.
— A senhorita tem toda razão. Vamos reforçar os cuidados imediatamente.
O gerente se mostrou extremamente solícito e, como pedido de desculpas, ainda entregou a eles alguns cartões-presente do supermercado.
Larissa recusou, mas ele praticamente os colocou em suas mãos.
Depois de pensar um pouco, ela os estendeu para Augusto.
— Foi você quem acabou levando a pior. Fique com eles.
Augusto enfiou as duas mãos nos bolsos da calça.
Com aquele porte alto e robusto, parado diante dela, parecia uma muralha.
Baixou os olhos para os cartões.
— Você acha mesmo que eu preciso desse dinheiro?
Larissa ficou sem resposta.
Muito bem.
Ela pediu por essa.
Perto de Augusto, até seus quase um metro e setenta pareciam pouco. A diferença de porte fazia com que ela parecesse muito menor, e havia nele uma sensação de perigo difícil de explicar, algo que mantinha seus instintos naturalmente alertas.
— Já que o Sr. Augusto não quer fazer exames nem ficar com os cartões, então vou indo.
Larissa agradeceu mais uma vez e se afastou.
Ao passar por Gael, assistente de Augusto, hesitou por um segundo.
Então colocou os cartões nas mãos dele.
— Compre alguma coisa gostosa pro Sr. Augusto.
Gael ficou olhando para os cartões.
...
Somando tudo, aquilo valia alguns milhares.
O Sr. Augusto provavelmente gastava mais do que isso sem nem perceber.
Atrás deles, Augusto acompanhou Larissa com os olhos até vê-la se afastar.
Um sorriso quase imperceptível puxou o canto de sua boca.
— Como ela ainda consegue ser tão fofa?
Gael virou a cabeça devagar.
Fofa?
Ainda?
— Sr. Augusto... o senhor e a Srta. Larissa já se conheciam bem?
Assim que terminou a pergunta, recebeu um olhar afiado o bastante para fazê-lo se arrepender na mesma hora.
— Não pergunte o que não precisa saber.
Gael fechou a boca imediatamente e baixou a cabeça, engolindo em seco.
Em Aurimare, todos falavam de Arthur como um homem implacável, decisivo e poderoso o bastante para mover peças que ninguém mais conseguia tocar.
Mas seu chefe não ficava atrás.
Se os dois fossem colocados lado a lado, seria difícil dizer qual deles era mais perigoso.
A diferença era outra.
Arthur, por mais intimidador que fosse, ainda parecia pertencer ao mundo dos vivos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...