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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 298

A voz de Arthur não saiu alta, mas alcançou cada canto do salão.

Larissa ficou imóvel.

Seus olhos permaneceram presos ao rosto dele. Sob a luz do salão, os traços firmes e marcantes de Arthur pareciam ainda mais nítidos e, de repente, alguma coisa dentro dela também se iluminou.

Talvez fosse justamente por isso que gostava dele.

Não importava onde estivessem nem quem estivesse diante deles, Arthur sempre se colocava ao lado dela.

Vez após vez, fazia Larissa descobrir como era reconfortante ser levada a sério, ser protegida, saber que alguém se importava.

A expressão de Josué escureceu visivelmente.

— Esposa?

O salão explodiu em murmúrios.

— Esposa? O Sr. Arthur se casou?

— Espera... Larissa não foi noiva de Ciro?

— Foi, sim. Você não está lembrando errado.

— Arthur nunca pareceu um homem capaz de fazer uma coisa dessas. Acabou se envolvendo com a ex do próprio irmão?

Os comentários chegavam de todos os lados.

Larissa ouviu em silêncio e, pela primeira vez, percebeu o quanto sua insistência por Ciro no passado agora parecia absurda.

Sem querer, aquela história se transformou num peso sobre o relacionamento que ela construiu depois.

— Vovô, Arthur só está brincando.

Pamela estava pálida. Mesmo assim, forçou um sorriso e se aproximou dele.

— Arthur, chega. Está todo mundo olhando.

Ele lhe lançou um olhar frio.

— Não é brincadeira.

O salão se agitou ainda mais.

O sorriso de Pamela quase se desfez por completo.

Ela baixou a voz:

— Hoje é o aniversário de oitenta anos do meu avô. Não me faça passar vergonha aqui.

Arthur não demonstrou qualquer emoção.

— Isso é problema seu.

— Então considera que estou te pedindo.

Os olhos de Pamela se encheram de lágrimas. Ela o encarou com uma súplica que mal conseguia esconder.

Falou baixo, mas Larissa estava perto demais para perder uma única palavra.

Ainda assim, não olhou para Arthur.

Pouco depois, a voz grave dele veio tranquila:

— Pra quê chegar a esse ponto?

Pamela apertou os próprios dedos, nervosa.

— Eu quase nunca te peço nada. Conta essa como uma vez.

Arthur permaneceu em silêncio por alguns segundos.

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