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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 307

— Larissa!

Ciro já estava rouco de tanto chamar. Ergueu o braço para bater outra vez, com ainda mais força, quando a porta finalmente se abriu.

Mas, ao ver quem apareceu, seu rosto mudou de cor na mesma hora.

— Arthur?!

Demorou alguns segundos para recuperar a voz.

— Por que você está aqui? Onde está Larissa?

Ciro tentou enxergar por cima do ombro dele.

A sala da suíte parecia vazia.

No chão, porém, um par de saltos estava largado de qualquer jeito, um longe do outro.

A cena dizia coisa demais sem precisar dizer nada.

Arthur apenas alisou as marcas no próprio terno. O rosto bonito permaneceu impassível quando ele ergueu os olhos para Ciro.

— Precisa de alguma coisa com ela?

A voz era baixa, mas o olhar cortava.

E, pela maneira como Arthur ocupava aquela porta, a pergunta soava menos como cortesia e mais como um aviso vindo do homem de Larissa:

Quem é você para vir procurá-la?

A lembrança do que Ciro viu nos portões dos Duarte voltou com força.

A inquietação se transformou em alerta.

— Desde quando você vem para Maridiana assim, do nada? E ainda fica no quarto da Larissa?

Arthur lhe lançou um olhar frio.

— Você está com tempo demais sobrando?

A superioridade tranquila naquele tom irritava Ciro mais do que qualquer provocação aberta.

Mesmo assim, ele não ousava enfrentá-lo de frente.

Engoliu a raiva e cerrou os dentes.

— Você sabe melhor do que ninguém por que eu estou com tanto tempo livre.

A mágoa acumulada finalmente escapou.

— Tirou de mim a presidência da subsidiária e preferiu entregar o cargo a uma pessoa de fora. Você me afastou de tudo.

Só de lembrar, a raiva voltava a subir.

Quem recebeu a empresa mesmo?

Uma mulher.

Vânia... alguma coisa.

Quando o comunicado oficial saiu, Ciro quase perdeu a cabeça.

Mas precisou engolir.

A mãe já deixou claro que o plano anterior fracassou. Se quisesse recuperar espaço, não podia comprar uma guerra direta com Arthur.

Restava outra saída.

Larissa.

Se conseguisse trazê-la de volta e, com ela, ganhar o apoio financeiro dos Moretti, não precisaria mais viver à mercê do irmão.

Arthur não demonstrou a menor compaixão.

— Você colheu o que plantou.

E já levou a mão à porta para fechá-la.

A pressão que emanava dele fez Ciro hesitar apesar de toda a revolta.

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