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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 331

— Boba, não fala assim.

Arthur apertou Larissa ainda mais contra o peito. Sentia o coração se contrair a cada palavra e só conseguia acariciá-la, tentando acalmá-la de novo e de novo.

Mas Larissa já mergulhava nas lembranças.

A dor tomou seu rosto, e as lágrimas desciam em silêncio enquanto a mesma culpa escapava de seus lábios, cada vez mais quebrada.

— Foi minha culpa... Você não entende...

Ela agarrou o paletó de Arthur com força.

— Tudo aconteceu por minha causa. Tudo...

Larissa tentava se controlar, mas a emoção sempre rompia a barreira que ela erguia.

Não chorava alto. Justamente por isso, vê-la conter cada soluço, tremendo nos braços dele enquanto as lágrimas corriam sem parar, doía ainda mais.

Arthur queria arrancar aquela dor dela nem que precisasse carregar tudo sozinho.

— Lari, não faz isso com você mesma. — A apertou com mais força. — Não se culpa.

Tentou consolá-la, mas, pela primeira vez, percebeu que não encontrava palavras.

A morte da mãe de Larissa foi brutal demais.

Na época, o acidente ganhou os noticiários do país inteiro e arrastou o setor de veículos elétricos para uma grave crise de confiança. Os Moretti, que participavam da abertura daquele mercado, e até os Duarte de Belmonte ficaram por semanas sob os holofotes da imprensa.

Arthur abaixou a voz, como se qualquer palavra mais forte pudesse feri-la.

— Sua mãe amava você mais do que tudo. A última coisa que ela desejaria seria ver você sofrendo assim. Lari...

Mas Larissa já não conseguia ouvi-lo de verdade.

As lembranças a engoliram por completo.

Sem forças, se deixou ficar contra o peito dele enquanto chorava em silêncio. As lágrimas continuaram caindo até molhar o paletó de Arthur.

O arrependimento escureceu o olhar dele.

Não devia mencionar aquilo.

Cada tremor de Larissa apertava seu peito, e Arthur cerrou os dentes, impotente diante de uma dor que não sabia como aliviar.

Só depois de muito tempo a respiração dela começou a desacelerar.

Larissa chorou tanto que parecia sem ar. Continuou encolhida nos braços dele, respirando com dificuldade, as sobrancelhas ainda contraídas.

Então, quase sem voz, murmurou:

— Mãe... me desculpa...

Os dedos pequenos continuavam presos ao tecido de seu paletó.

— Me desculpa... me desculpa...

A voz se desfez num gemido baixo.

— Estou com tanta saudade... Mãe...

Arthur puxou uma respiração profunda.

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