— Boba, não fala assim.
Arthur apertou Larissa ainda mais contra o peito. Sentia o coração se contrair a cada palavra e só conseguia acariciá-la, tentando acalmá-la de novo e de novo.
Mas Larissa já mergulhava nas lembranças.
A dor tomou seu rosto, e as lágrimas desciam em silêncio enquanto a mesma culpa escapava de seus lábios, cada vez mais quebrada.
— Foi minha culpa... Você não entende...
Ela agarrou o paletó de Arthur com força.
— Tudo aconteceu por minha causa. Tudo...
Larissa tentava se controlar, mas a emoção sempre rompia a barreira que ela erguia.
Não chorava alto. Justamente por isso, vê-la conter cada soluço, tremendo nos braços dele enquanto as lágrimas corriam sem parar, doía ainda mais.
Arthur queria arrancar aquela dor dela nem que precisasse carregar tudo sozinho.
— Lari, não faz isso com você mesma. — A apertou com mais força. — Não se culpa.
Tentou consolá-la, mas, pela primeira vez, percebeu que não encontrava palavras.
A morte da mãe de Larissa foi brutal demais.
Na época, o acidente ganhou os noticiários do país inteiro e arrastou o setor de veículos elétricos para uma grave crise de confiança. Os Moretti, que participavam da abertura daquele mercado, e até os Duarte de Belmonte ficaram por semanas sob os holofotes da imprensa.
Arthur abaixou a voz, como se qualquer palavra mais forte pudesse feri-la.
— Sua mãe amava você mais do que tudo. A última coisa que ela desejaria seria ver você sofrendo assim. Lari...
Mas Larissa já não conseguia ouvi-lo de verdade.
As lembranças a engoliram por completo.
Sem forças, se deixou ficar contra o peito dele enquanto chorava em silêncio. As lágrimas continuaram caindo até molhar o paletó de Arthur.
O arrependimento escureceu o olhar dele.
Não devia mencionar aquilo.
Cada tremor de Larissa apertava seu peito, e Arthur cerrou os dentes, impotente diante de uma dor que não sabia como aliviar.
Só depois de muito tempo a respiração dela começou a desacelerar.
Larissa chorou tanto que parecia sem ar. Continuou encolhida nos braços dele, respirando com dificuldade, as sobrancelhas ainda contraídas.
Então, quase sem voz, murmurou:
— Mãe... me desculpa...
Os dedos pequenos continuavam presos ao tecido de seu paletó.
— Me desculpa... me desculpa...
A voz se desfez num gemido baixo.
— Estou com tanta saudade... Mãe...
Arthur puxou uma respiração profunda.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...