Larissa puxou um guardanapo e enxugou o suor da testa dele, com um sorriso doce.
— Da próxima vez, eu como algo sem pimenta com você.
Arthur franziu as sobrancelhas e deu um tapinha de leve no dorso da mão dela.
— Sra. Vasconcelos, já esqueceu de novo? Você merece ser mimada sem precisar abrir mão do que gosta.
Larissa não sabia se ria ou se suspirava.
— Tá bom, tá bom. Eu mereço. Aprendi.
Arthur enfim pareceu satisfeito.
— Mas tenho que admitir uma coisa. Frutos do mar com pimenta realmente ficam diferentes. Gostei.
Larissa contemplou aquele rosto bonito e sorriu com os olhos.
— Claro. Você mal aguenta e ainda quer mais.
Arthur ignorou a provocação e continuou comendo.
De vez em quando, a ardência o fazia puxar o ar entre os dentes, enxugar o suor ou recorrer ao refrigerante. Ainda assim, não esquecia de colocar comida no prato dela, descascar os camarões nem encher seu copo quando percebia que estava vazio.
Eram gestos pequenos.
Tão cotidianos que talvez nem merecessem atenção para qualquer outra pessoa.
Mas Larissa registrou cada um deles.
Sem pedir licença, aquelas pequenas cenas foram se acumulando dentro dela até ocuparem um espaço que, pouco tempo antes, ainda parecia inacessível.
Foi então que uma percepção surgiu com uma clareza inesperada.
Talvez já não importasse tanto saber se Arthur guardava alguém no coração, muito menos descobrir quem essa pessoa era.
Ela só sabia que ele era seu marido.
Era gentil com ela, cuidava dela, a colocava em primeiro lugar de um jeito que nunca pareceu esforço.
Então por que continuar se prendendo a um passado que nem sequer pertencia a ela?
Depois do jantar, Larissa arrastou Arthur para assistir a um filme de terror.
Esperava que ele recusasse.
Arthur, porém, aceitou sem dificuldade.
— Quer mesmo assistir? Então vamos. Eu fico com você.
Larissa piscou, surpresa, e logo abriu um sorriso luminoso.
— Quero.
Pouco depois, Terror à Meia-Noite ocupava a enorme tela da sala.
Larissa se encolheu no sofá, quase inteira grudada em Arthur. Seu corpo fino parecia ainda menor ao lado dele.
De repente, a trilha sonora mudou.
Um som agudo e ameaçador invadiu a sala.
Larissa levou as duas mãos ao rosto no mesmo instante.
Não queria olhar.
Mas também não conseguia resistir.
Pouco a pouco, abriu os dedos e espiou pela fresta, cautelosa.
Arthur observou aquela coragem bastante duvidosa e não conseguiu conter o riso.
— Você morre de medo e ainda insiste em assistir?
Larissa continuou colada nele e franziu o nariz, ofendida.
— Ter medo é uma coisa. Querer assistir é outra.
Na verdade, ela sempre gostou de filmes assim.
Só nunca encontrou alguém disposto a assistir com ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...