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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 357

A inquietação que acompanhou Larissa pelo caminho pareceu se dissipar de repente.

Ela sorriu.

— Senti, sim. Então tenta terminar tudo cedo e volta pra casa.

Do outro lado da ligação, surgiu um ruído discreto.

Tão baixo que lembrava o som abafado de algum bichinho se debatendo.

Larissa franziu as sobrancelhas.

— Que barulho foi esse aí?

Houve alguns segundos de silêncio antes que a voz tranquila de Arthur voltasse.

— Nada. Derrubei uma coisa sem querer.

Ele fez uma breve pausa.

— Ainda tenho algumas coisas para resolver esta noite, então posso demorar. Se sentir fome, come primeiro. Não precisa me esperar.

Larissa entrou na brincadeira:

— Está bem, Sr. Arthur. O senhor é um homem muito ocupado. Eu fico em casa esperando.

— Assim que eu gosto.

A voz dele saiu grave, carregada de carinho.

Seu olhar, porém, não tinha nada de suave.

Frio e afiado, estava cravado em Pamela.

Naquele momento, Arthur a mantinha contra a parede, uma mão cobrindo sua boca.

Os cabelos dela estavam desalinhados, mas os olhos continuavam acesos de provocação.

O ruído que Larissa ouviu pouco antes veio justamente da tentativa de Pamela de se soltar e falar.

Arthur só baixou o celular quando ouviu o sinal de que a ligação terminou.

Então afastou a mão da boca de Pamela e segurou seu rosto com força pelos maxilares.

— Você realmente acha que eu não teria coragem de fazer alguma coisa contra você?

A expressão dele estava carregada, prestes a romper.

A hostilidade em seus olhos fez Pamela estremecer.

Mas a hesitação durou pouco.

Logo, ela voltou a sorrir, lenta, quase satisfeita.

— Claro que eu sei que teria. — Pamela o encarou. — Você sempre foi implacável, Arthur. Não foi?

Mesmo com o rosto preso entre os dedos dele, não desviou os olhos.

Havia algo obsessivo, quase febril, naquele olhar.

— O problema é que eu descobri justamente aquilo que você mais teme perder.

Arthur cerrou a mandíbula.

Quando falou, as palavras saíram entre os dentes:

— Eu odeio ser ameaçado, Pamela.

O sorriso dela desapareceu pouco a pouco.

No lugar, surgiu um ressentimento profundo.

— E eu odeio ainda mais ser descartada depois de tudo o que fiz!

Sua voz endureceu.

— Eu não vou simplesmente abrir mão de você, Arthur. Se eu tiver que sofrer, ninguém mais vai sair feliz dessa história.

Arthur a soltou de uma vez.

Pamela perdeu o equilíbrio e caiu no chão.

Os cabelos se espalharam pelos ombros, mas ela logo se levantou.

Endireitou a postura e ajeitou a própria roupa como se aquela queda não tivesse deixado nela qualquer traço de humilhação.

Então voltou a erguer o queixo.

— Vou esperar sua resposta, Arthur.

E saiu do escritório com a mesma arrogância com que entrou.

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