A inquietação que acompanhou Larissa pelo caminho pareceu se dissipar de repente.
Ela sorriu.
— Senti, sim. Então tenta terminar tudo cedo e volta pra casa.
Do outro lado da ligação, surgiu um ruído discreto.
Tão baixo que lembrava o som abafado de algum bichinho se debatendo.
Larissa franziu as sobrancelhas.
— Que barulho foi esse aí?
Houve alguns segundos de silêncio antes que a voz tranquila de Arthur voltasse.
— Nada. Derrubei uma coisa sem querer.
Ele fez uma breve pausa.
— Ainda tenho algumas coisas para resolver esta noite, então posso demorar. Se sentir fome, come primeiro. Não precisa me esperar.
Larissa entrou na brincadeira:
— Está bem, Sr. Arthur. O senhor é um homem muito ocupado. Eu fico em casa esperando.
— Assim que eu gosto.
A voz dele saiu grave, carregada de carinho.
Seu olhar, porém, não tinha nada de suave.
Frio e afiado, estava cravado em Pamela.
Naquele momento, Arthur a mantinha contra a parede, uma mão cobrindo sua boca.
Os cabelos dela estavam desalinhados, mas os olhos continuavam acesos de provocação.
O ruído que Larissa ouviu pouco antes veio justamente da tentativa de Pamela de se soltar e falar.
Arthur só baixou o celular quando ouviu o sinal de que a ligação terminou.
Então afastou a mão da boca de Pamela e segurou seu rosto com força pelos maxilares.
— Você realmente acha que eu não teria coragem de fazer alguma coisa contra você?
A expressão dele estava carregada, prestes a romper.
A hostilidade em seus olhos fez Pamela estremecer.
Mas a hesitação durou pouco.
Logo, ela voltou a sorrir, lenta, quase satisfeita.
— Claro que eu sei que teria. — Pamela o encarou. — Você sempre foi implacável, Arthur. Não foi?
Mesmo com o rosto preso entre os dedos dele, não desviou os olhos.
Havia algo obsessivo, quase febril, naquele olhar.
— O problema é que eu descobri justamente aquilo que você mais teme perder.
Arthur cerrou a mandíbula.
Quando falou, as palavras saíram entre os dentes:
— Eu odeio ser ameaçado, Pamela.
O sorriso dela desapareceu pouco a pouco.
No lugar, surgiu um ressentimento profundo.
— E eu odeio ainda mais ser descartada depois de tudo o que fiz!
Sua voz endureceu.
— Eu não vou simplesmente abrir mão de você, Arthur. Se eu tiver que sofrer, ninguém mais vai sair feliz dessa história.
Arthur a soltou de uma vez.
Pamela perdeu o equilíbrio e caiu no chão.
Os cabelos se espalharam pelos ombros, mas ela logo se levantou.
Endireitou a postura e ajeitou a própria roupa como se aquela queda não tivesse deixado nela qualquer traço de humilhação.
Então voltou a erguer o queixo.
— Vou esperar sua resposta, Arthur.
E saiu do escritório com a mesma arrogância com que entrou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...