Do outro lado da cidade, Pedro entrou na presidência com o semblante carregado.
Parou diante da mesa por alguns segundos, ainda hesitando se devia contar a Arthur sobre a tentativa frustrada de golpe dentro da família Moretti.
Arthur continuava inclinado sobre os documentos, concentrado no trabalho. Só precisou erguer os olhos uma vez para perceber que havia algo errado.
— O que aconteceu?
Pedro demorou a responder.
A impaciência imediatamente atravessou o olhar de Arthur.
— Se não vai falar, então não fala nunca mais.
Nos últimos dois dias, o humor dele estava péssimo. Qualquer hesitação parecia suficiente para consumir o pouco de paciência que ainda restava.
Pedro não ousou enrolar.
— É sobre a senhora.
A caneta entre os dedos de Arthur parou.
— O Grupo Moretti está com problemas. Marcelo apareceu tentando tomar o controle interino do grupo.
A mudança no rosto de Arthur foi imediata.
A frieza se aprofundou, e a mão que segurava a caneta ficou imóvel por alguns segundos.
Então ele falou, grave:
— Investiga.
— Sim.
Pedro se virou para sair, mas, antes de fechar a porta, ainda olhou para Arthur por um instante mais longo.
Depois soltou um suspiro quase imperceptível e foi embora.
...
Às três da tarde, Larissa chegou à fábrica terceirizada.
O lugar tinha o ritmo duro de uma linha de produção sob pressão. Ela ficou esperando na sala de reuniões por quarenta minutos inteiros.
Só então o responsável pela fábrica apareceu, sem qualquer pressa.
— Desculpa a demora. A fábrica está uma loucura hoje. Tem coisa demais acontecendo ao mesmo tempo...
O Sr. Lima estava na casa dos quarenta, magro, de rosto afiado e olhos atentos demais para não denunciar a esperteza.
Bastou olhar para Larissa para decidir que não precisava levá-la muito a sério.
Para ele, era só uma jovem herdeira tentando brincar de administrar empresa.
Larissa o observou em silêncio por um instante.
Depois abriu um sorriso quase imperceptível.
— Sem problema.
O homem relaxou cedo demais.
Larissa continuou:
— Se uma reunião comigo já consegue atrasar quarenta minutos, não me surpreende que sua fábrica também não consiga entregar os carros no prazo.
O sorriso dele desapareceu.
— O que você disse?
Larissa ergueu levemente as sobrancelhas.
— Além de não saber organizar o próprio trabalho, o senhor também está com dificuldade para ouvir?
O rosto do Sr. Lima escureceu de vez.
Ao lado, Leandro precisou baixar os olhos para esconder a vontade de rir.
Larissa moveu discretamente os dedos.
Ele entendeu na mesma hora.
Tirou uma pasta da maleta e a colocou diante do responsável pela fábrica.
Larissa nem perdeu tempo com rodeios.
— Três dias.
Sua voz permaneceu calma, quase suave.
Mas a firmeza não deixava espaço para barganha.
— Se os veículos não forem entregues dentro desse prazo, o Grupo Moretti vai acionar judicialmente sua empresa conforme o contrato.
Ela empurrou o documento alguns centímetros na direção dele.
— E, nesse caso, o senhor pode começar a se preparar para pagar cada centavo da indenização prevista.
O Sr. Lima ficou alguns segundos sem reação.
— Indenização? Por que nós é que deveríamos pagar? Foi o sistema de vocês que apresentou falha e atrasou toda a produção...
Larissa não estava disposta a ouvir desculpas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...