Na época, Larissa só sentiu resistência diante daquela ideia.
— A empresa já tem você e o vovô. Não precisa de mim.
Manuel sorriu.
— Seu pai e seu avô não vão estar aqui para sempre. Lari não quer aprender a cuidar bem de tudo isso?
Ela franziu o rosto, como se a simples possibilidade lhe desagradasse.
— Então vocês dois cuidem de viver muito. Nunca me deixem, está bem?
O olhar de Manuel se encheu de carinho. Ele passou o dedo de leve pela ponta do nariz da filha.
— Está bem. Papai e vovô nunca vão deixar a Lari...
No fim, foi ele quem quebrou a promessa.
Entre o início da doença e sua morte, não se passaram nem três meses.
Três meses.
Rápido demais.
Tão rápido que Larissa mal conseguiu entender o que estava acontecendo antes de tudo terminar.
Uma pessoa que estava ali, viva, falando com ela, simplesmente desapareceu de sua vida.
Daquele dia em diante, Larissa ficou sem pai nem mãe.
Só Samuel permaneceu ao seu lado.
As lembranças começaram a pesar, e ela cortou o pensamento antes que se aprofundasse.
Puxou o ar devagar e virou o rosto para a janela.
— Conseguiu marcar com os responsáveis pelos outros projetos?
A pergunta saiu quase casual.
Mas talvez fosse justamente a partir daquele dia que o peso do Grupo Moretti começasse, de verdade, a cair sobre seus ombros.
Leandro a observou pelo retrovisor antes de responder:
— Tentei. Todos arranjaram alguma desculpa e recusaram a reunião.
Larissa não demonstrou surpresa.
Leandro era o braço direito de Samuel. Dentro e fora do grupo, sua presença sempre representou a autoridade do presidente.
Se, mesmo assim, aquelas pessoas escolheram se negar a recebê-lo justamente agora, as intenções por trás da atitude não eram difíceis de entender.
— Tudo bem. Se não querem me receber, não precisam.
Larissa ficou alguns segundos em silêncio, pensando.
Depois disso, sua expressão voltou à tranquilidade, como se a recusa não tivesse importância.
Leandro não insistiu.
Ele praticamente a viu crescer e, naquele momento, apenas imaginou que estivesse exausta.
Larissa ainda era jovem demais para carregar sozinha um conglomerado inteiro. A pressão seria esmagadora para qualquer pessoa.
Só que a realidade nunca perguntou idade. Muito menos gênero.
Larissa pediu que Leandro a levasse de volta à sede. Precisava separar documentos e levar uma parte para estudar em casa.
Durante todos aqueles anos, se manteve distante dos negócios da família. Projetos grandes ou pequenos, contratos, operações, estrutura interna... quase tudo era território desconhecido para ela.
Agora não existia atalho. Teria de aprender depressa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...