Larissa comeu qualquer coisa sem muita atenção e logo voltou aos documentos.
Sentada de pernas cruzadas sobre o tapete da sala, ela deixou uma pilha alta de pastas e relatórios ocupar quase toda a mesa de centro.
Alisa observou aquilo por um bom tempo até não aguentar mais.
— Você pretende terminar tudo isso quando? Desde que acabou de jantar, não levantou os olhos desses papéis. Descansa um pouco.
Larissa continuou folheando uma pasta.
— Acabei de assumir o Grupo Moretti. Tem projeto demais que eu nem conheço. Preciso entender o que está acontecendo o quanto antes.
Só então encontrou tempo para erguer o rosto e sorrir para a amiga.
— Eu sei que você está preocupada comigo. Mas a situação está pegando fogo. Se eu não correr agora, depois vai ser tarde.
Fechou uma pasta e, de repente, perguntou:
— Quer me ajudar?
Alisa arregalou os olhos e começou a balançar as mãos na mesma hora.
— Eu? Só sei desfilar. Não entendo nada dessas coisas. Agora, se você precisar bater em alguém, me chama. Posso ajudar a dar uns tapas nessas desgraçadas.
Larissa não soube se ria ou suspirava.
— Bater nos outros dá problema com a polícia. Você acha que eu vou colocar você nessa?
Alisa se inclinou, passou os braços ao redor dela e lhe deu um beijo estalado na bochecha.
— Sabia que você era o amor da minha vida. Sempre cuidando de mim.
Depois se endireitou com ar solene.
— Então nada de tapas. Deixa esse povo apodrecer sozinho até começar a feder.
Larissa riu e deu um tapinha na mão dela.
— A nossa supermodelo tem toda razão. Agora vai dormir. Daqui a pouco eu também vou.
Alisa já estava mesmo lutando contra o sono.
— Mas não fica aí até de madrugada. Vai dormir cedo, ouviu?
— Pode deixar.
Larissa respondeu rápido demais.
E não tinha a menor intenção de cumprir. Havia documentos demais. Precisava avançar o máximo possível naquela noite.
Se, ao fim de uma semana, não conseguisse controlar a crise, só lhe restaria assistir enquanto tudo o que Samuel construiu durante décadas caía nas mãos de outra pessoa.
Quando o relógio se aproximou das duas da manhã, Larissa virou mais uma página e parou.
Aquilo não pertencia aos arquivos atuais. Era uma pasta antiga que, por algum motivo, acabou misturada às demais.
Larissa a puxou para perto.
Tratava-se de um projeto de cooperação no setor de novas energias, firmado cinco anos antes.
A empresa parceira se chamava Hedra, e a assinatura no fim do contrato trazia um nome:
Cris Viana.
Larissa ficou olhando para aquelas duas palavras. Alguma coisa na memória começou a se mover.
Ela conhecia aquele projeto.
Não em detalhes, mas o suficiente para sentir o passado se aproximar de repente.
Cinco anos antes, seu pai caiu em uma fraude. E, se não se enganava, tudo começou justamente com aquela empresa chamada Hedra.
Depois daquele episódio, Manuel adoeceu de forma repentina.
Nunca mais conseguiu se recuperar. Menos de três meses depois, morreu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...