Depois que Larissa saiu, Otávio recolheu o olhar e voltou à mesa.
— Já que não há mais objeções, assinem este aditivo.
Deu duas batidas leves com os dedos sobre o tampo.
Leandro distribuiu os documentos que já estavam preparados, uma via para cada responsável.
Larissa, por sua vez, não tinha a menor vontade de continuar ali.
Já disse tudo o que precisava.
Ficar sentada à mesa, sorrindo para homens que dias antes viraram as costas para o Grupo Moretti e agora se desdobravam em gentilezas lhe causava repulsa.
Ela nunca viveu de verdade naquele mundo de interesses, alianças e traições. Mas conhecia bem o roteiro.
Viu aquilo em séries vezes demais.
E, como roteirista nas horas vagas, também escreveu histórias assim mais vezes do que conseguia contar.
Larissa seguiu pelo corredor até o banheiro no fim do salão.
Nos últimos dois dias, viveu com os nervos esticados ao limite. Lavou as mãos devagar, respirou fundo por alguns instantes e só então voltou para o corredor.
Foi quando a porta de outra sala privativa se abriu.
Uma figura alta e robusta saiu dali.
Ao erguer os olhos e reconhecê-la, Augusto arqueou uma das sobrancelhas. Sem hesitar, veio na direção dela.
De novo ele.
Larissa decidiu fingir que não viu.
Continuou andando, olhando para a frente.
Já estava prestes a passar por ele quando ouviu uma risada baixa, carregada de provocação.
— A Srta. Larissa é mesmo fria. A gente se encontra cara a cara e você ainda finge que nem me conhece.
Augusto parou e a observou com evidente diversão.
Aquilo conseguiu fazê-la parar também.
Larissa ergueu lentamente os olhos.
— Não somos próximos.
A resposta veio seca, sem qualquer espaço para interpretação.
Ela realmente não queria criar mais nenhum vínculo com aquele homem.
Augusto enfiou uma das mãos no bolso da calça e curvou os lábios.
— Desse jeito, parece até que conseguiu o que queria comigo e agora finge que não me conhece.
Larissa franziu a testa.
Esse homem tinha algum problema?
Para piorar, alguém passava pelo corredor naquele exato momento.
A pessoa claramente ouviu a frase e precisou esconder um sorriso.
A paciência de Larissa acabou.
— O senhor está bem?
— Não.
Augusto se colocou de frente para ela.
— Ainda tem a roupa que você me deve.
Fez uma pausa.
— E agora o carro também. Vai fingir que esqueceu tudo?
Havia alguma coisa de indomável nele.
Augusto já era naturalmente imponente pela altura e pelo físico, mas o modo despreocupado com que ocupava o espaço carregava uma agressividade difícil de ignorar.
Não era por acaso que, no meio empresarial, bastava mencionar Arthur Vasconcelos e Augusto Duarte para muita gente passar a escolher melhor as palavras.
Um gelava a sala sem precisar levantar a voz.
O outro parecia sempre a um passo de transformar provocação em confronto.
Larissa, porém, não demonstrou o menor receio.
Soltou uma risada curta.
— Sr. Augusto, se isso é uma tentativa de dar em cima de mim, precisa atualizar um pouco o repertório.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...