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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 40

O coração de Larissa disparou ainda mais.

Quando viu Arthur abaixar a cabeça para beijá-la, ela prendeu a respiração sem perceber e agarrou o tecido da camisa dele com força, os dedos fechando-se sobre o peito firme.

Aquele rosto impecável se aproximou até ocupar tudo. Larissa ficou olhando, imóvel, como se até o próprio coração estivesse prestes a parar.

— Fecha os olhos. — A voz de Arthur saiu baixa, rouca, e o calor da respiração dele roçou a pele dela como provocação.

Desta vez, Larissa obedeceu. Fechou os olhos.

Só que, poucos segundos depois, a sensação de falta de ar veio de novo. O peito apertou. O ar parecia não entrar.

Arthur soltou um sorriso curto, quente, quase indulgente.

— Boba, respira. Troca o ar.

O rosto de Larissa ficou vermelho num instante. Ela puxou o ar às pressas, uma, duas vezes.

Então era isso.

Ela não estava sufocando por causa do beijo, estava esquecendo de respirar.

— Continua... — Murmurou Arthur, a boca voltando à dela.

Ele a beijou outra vez.

As mãos deslizaram das costas para baixo, e o corpo leve dela foi erguido com facilidade. Arthur a levou escada acima sem interromper o beijo.

Com medo de cair, Larissa se agarrou ao pescoço dele, os braços finos apertando-se ao redor dele.

Só que Arthur parecia incapaz de soltá-la.

Como se, uma vez que a tocou, já não quisesse parar.

Larissa tentou acompanhá-lo, imitando, aprendendo no meio do próprio descontrole. Arthur conduziu o ritmo.

A inexperiência dela foi perdendo a rigidez. O corpo foi cedendo. O fôlego dos dois começou a se misturar.

Quando Larissa se deu conta, Arthur já a colocava sobre a cama macia do quarto.

A luz suave caía sobre ele e recortava sombras no rosto bonito demais, acentuando ainda mais o que havia nele de másculo, de perigoso, de impossível de ignorar.

Como ele era bonito...

O olhar de Larissa ficou preso nele. O coração continuava descompassado, e a mente só repetia, em ondas quentes, tudo o que acabou de acontecer entre os dois.

— Arthur... — A voz saiu macia demais, quase líquida. Tão doce que nem parecia dela.

Arthur permaneceu ao lado da cama, o corpo inclinado sobre ela. Os olhos ardiam, fixos no rosto tingido de vermelho.

Então o olhar dele subiu.

Encontrou o dela.

E ficou ali.

Por um instante, o ar do quarto pareceu mudar de peso. Mais quente. Mais lento.

A tensão entre os dois cresceu em silêncio, densa, íntima, quase palpável.

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