— Isso! O pagamento tem que sair hoje! Não interessa o quanto vocês falem bonito. Se a gente não receber hoje, essa história não termina aqui!
O tumulto explodiu outra vez.
As vozes dos trabalhadores se ergueram em coro, ensurdecedoras, e a situação voltou a escapar do controle.
...
Enquanto isso, Arthur já estava a poucos minutos do canteiro.
Desde que saiu da empresa, não soltou o celular.
Na tela, acompanhava cada segundo da transmissão ao vivo.
— Mais rápido!
A mão apoiada sobre a perna estava fechada com tanta força que os nós dos dedos perderam a cor.
Arthur não conseguia desviar os olhos da imagem.
No meio de dezenas de homens exaltados, Larissa parecia ainda mais esguia, quase frágil diante daquela multidão.
E vê-la ali, sozinha tentando sustentar toda aquela pressão, apertava alguma coisa dentro dele como um arame cada vez mais tenso, até respirar se tornar difícil.
— Eu mandei acelerar. Não ouviu?
As veias no pescoço de Arthur se destacaram. A urgência em sua voz já beirava o descontrole.
Era Pedro quem dirigia.
Ele apertou o volante e voltou os olhos para a avenida, aumentando a velocidade sempre que o trânsito permitia.
Meu Deus do céu.
Já estavam praticamente voando.
No caminho, Pedro nem queria contar quantos sinais vermelhos passaram. Por sorte, nada aconteceu.
E uma pergunta continuava martelando em sua cabeça.
Se Arthur se importava tanto com Larissa a ponto de ficar daquele jeito, por que simplesmente não conseguia contar a verdade para ela?
Felizmente, já estavam chegando.
Mais alguns minutos.
Só mais alguns...
...
No terraço, Larissa enfrentava uma multidão que voltava a perder o controle.
Tentou acalmá-los.
Uma vez.
Duas.
Mas ninguém mais queria ouvir.
Sua voz desaparecia sob os gritos que sacudiam o espaço.
O oficial percebeu que a situação estava piorando e imediatamente fez sinal aos policiais.
— Tirem ela daqui!
Os agentes se aproximaram para protegê-la e conduzi-la de volta ao acesso.
Mas, assim que os trabalhadores perceberam que Larissa estava prestes a sair, o pânico se transformou em revolta.
Uma voz explodiu no meio da multidão:
— Segurem ela! Não deixem fugir! Se ela for embora, a gente nunca mais vê esse dinheiro!
Foi como acender um fósforo num ambiente cheio de gasolina.
Os trabalhadores avançaram quase ao mesmo tempo.
Os poucos policiais tentaram bloquear a passagem, mas foram engolidos pela quantidade de gente.
Num instante, alguém agarrou Larissa pelo braço.
Outro puxou seu ombro.
Antes que os agentes conseguissem alcançá-la, ela foi arrancada do meio da proteção e cercada pelos trabalhadores.
— Paga o que deve!
— Queremos nosso dinheiro!
— Paga! Paga! Paga!
As vozes batiam contra ela por todos os lados.
Larissa encarou uma sucessão de rostos tomados pela raiva, tão próximos que mal havia espaço para se mover.
O coro era alto demais.
A pressão daqueles corpos ao redor, as mãos puxando, os gritos entrando pelos ouvidos sem descanso... tudo começou a embaralhar seus sentidos.
Sua cabeça chegou a latejar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...