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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 406

— Isso! O pagamento tem que sair hoje! Não interessa o quanto vocês falem bonito. Se a gente não receber hoje, essa história não termina aqui!

O tumulto explodiu outra vez.

As vozes dos trabalhadores se ergueram em coro, ensurdecedoras, e a situação voltou a escapar do controle.

...

Enquanto isso, Arthur já estava a poucos minutos do canteiro.

Desde que saiu da empresa, não soltou o celular.

Na tela, acompanhava cada segundo da transmissão ao vivo.

— Mais rápido!

A mão apoiada sobre a perna estava fechada com tanta força que os nós dos dedos perderam a cor.

Arthur não conseguia desviar os olhos da imagem.

No meio de dezenas de homens exaltados, Larissa parecia ainda mais esguia, quase frágil diante daquela multidão.

E vê-la ali, sozinha tentando sustentar toda aquela pressão, apertava alguma coisa dentro dele como um arame cada vez mais tenso, até respirar se tornar difícil.

— Eu mandei acelerar. Não ouviu?

As veias no pescoço de Arthur se destacaram. A urgência em sua voz já beirava o descontrole.

Era Pedro quem dirigia.

Ele apertou o volante e voltou os olhos para a avenida, aumentando a velocidade sempre que o trânsito permitia.

Meu Deus do céu.

Já estavam praticamente voando.

No caminho, Pedro nem queria contar quantos sinais vermelhos passaram. Por sorte, nada aconteceu.

E uma pergunta continuava martelando em sua cabeça.

Se Arthur se importava tanto com Larissa a ponto de ficar daquele jeito, por que simplesmente não conseguia contar a verdade para ela?

Felizmente, já estavam chegando.

Mais alguns minutos.

Só mais alguns...

...

No terraço, Larissa enfrentava uma multidão que voltava a perder o controle.

Tentou acalmá-los.

Uma vez.

Duas.

Mas ninguém mais queria ouvir.

Sua voz desaparecia sob os gritos que sacudiam o espaço.

O oficial percebeu que a situação estava piorando e imediatamente fez sinal aos policiais.

— Tirem ela daqui!

Os agentes se aproximaram para protegê-la e conduzi-la de volta ao acesso.

Mas, assim que os trabalhadores perceberam que Larissa estava prestes a sair, o pânico se transformou em revolta.

Uma voz explodiu no meio da multidão:

— Segurem ela! Não deixem fugir! Se ela for embora, a gente nunca mais vê esse dinheiro!

Foi como acender um fósforo num ambiente cheio de gasolina.

Os trabalhadores avançaram quase ao mesmo tempo.

Os poucos policiais tentaram bloquear a passagem, mas foram engolidos pela quantidade de gente.

Num instante, alguém agarrou Larissa pelo braço.

Outro puxou seu ombro.

Antes que os agentes conseguissem alcançá-la, ela foi arrancada do meio da proteção e cercada pelos trabalhadores.

— Paga o que deve!

— Queremos nosso dinheiro!

— Paga! Paga! Paga!

As vozes batiam contra ela por todos os lados.

Larissa encarou uma sucessão de rostos tomados pela raiva, tão próximos que mal havia espaço para se mover.

O coro era alto demais.

A pressão daqueles corpos ao redor, as mãos puxando, os gritos entrando pelos ouvidos sem descanso... tudo começou a embaralhar seus sentidos.

Sua cabeça chegou a latejar.

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