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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 412

Pamela chegou acompanhada de Augusto.

Bastou ele parar ao lado da irmã para mudar a atmosfera ao redor.

Alto, de ombros largos, Augusto não precisava levantar a voz nem demonstrar impaciência para impor distância. Os traços firmes e o olhar afiado completavam uma presença que fazia muita gente pensar duas vezes antes de se aproximar.

E não faltava quem quisesse.

Afinal, todos sabiam que ele era o nome destinado a assumir o comando da família Duarte no futuro. Alguns chegaram a ensaiar uma aproximação, prontos para trocar meia dúzia de elogios convenientes por alguns minutos de atenção.

Nenhum teve coragem de avançar muito.

Augusto também não parecia interessado naquele tipo de gentileza.

Ignorou os sorrisos ao redor e passou os olhos pelo salão. Não demorou nem alguns segundos para encontrar Larissa.

Ela percebeu. Mas apenas desviou o olhar, como se não tivesse visto nada.

Seguiu com Alex para o outro lado do salão, onde encontrou alguns conhecidos do meio empresarial.

Quase todos mantinham algum tipo de parceria com o Grupo Moretti.

Ainda existiam dúvidas sobre a capacidade de Larissa para assumir uma empresa daquele porte, mas o sobrenome Moretti, e agora, o que ela mostrou nos últimos dias, garantiam pelo menos respeito.

— Srta. Larissa, soube que assumiu o Grupo Moretti e já começou mexendo em vários projetos.

— Principalmente o problema da obra ontem. Aquilo foi muito bem conduzido. Para alguém tão jovem, a senhorita demonstrou bastante coragem.

Outro empresário sorriu.

— E sangue-frio. Entrar numa situação daquelas e ainda conseguir trazer todo mundo de volta... muito homem experiente não faria o mesmo.

— Pelo visto, o Sr. Samuel soube preparar muito bem a neta.

A menção ao avô tocou num ponto que Larissa ainda evitava encarar por muito tempo.

Mesmo assim, nada se alterou em sua expressão.

Ela sorriu com serenidade.

— Os senhores estão me elogiando demais. Mas uma coisa é verdade, meu avô me ensinou muito bem.

Seu olhar percorreu o pequeno grupo.

— Principalmente que dinheiro nenhum vale a própria consciência. Se é para lucrar, que seja sem passar por cima de ninguém.

Por alguns instantes, ninguém respondeu.

A frase, vinda justamente daquela jovem que muitos ainda enxergavam apenas como a neta protegida de Samuel, surpreendeu mais do que qualquer discurso elaborado.

Foi então que uma movimentação diferente se espalhou pelo salão.

Conversas diminuíram.

Olhares começaram a convergir para a entrada.

Larissa acompanhou o movimento quase por reflexo.

Arthur acabava de chegar.

O terno escuro, feito sob medida, caía sobre seu corpo com uma precisão que dispensava qualquer ostentação. Alto, de passos firmes e expressão contida, ele atravessou o salão sem procurar atenção, e, ainda assim, parecia puxar todos os olhares para si.

Era sempre assim.

Arthur não precisava disputar espaço. A presença dele fazia o espaço se reorganizar ao redor.

Pamela também percebeu Larissa olhando. Quase imediatamente, um sorriso surgiu em seu rosto.

Ela foi até Arthur com uma intimidade propositalmente visível.

— Arthur, finalmente você chegou.

Pamela abriu um sorriso íntimo demais e estendeu a mão para enlaçar o braço de Arthur.

Ele se desviou antes que ela o tocasse.

Só então lançou um olhar de lado, frio o bastante para desmontar qualquer ilusão de proximidade.

— Srta. Pamela, se comporte. Não fique me agarrando em público.

As expressões dos homens ao redor mudaram na mesma hora.

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