Na prática, porém, aquela Larissa diante deles parecia outra pessoa.
Catarina e Kevin se entreolharam, alarmados.
Tomado pela raiva, Kevin bateu a palma na mesa.
— Sua maldita! Você está me fazendo de idiota?
Larissa permaneceu recostada na cadeira, os braços cruzados, e apenas ergueu os olhos para ele.
— Foi você quem cavou esse buraco. Eu não obriguei você a fazer nada. A escolha continua sendo sua.
Escolha?
Que escolha?
Ela já fechou todas as saídas antes mesmo de eles entrarem naquele escritório.
Catarina, porém, se recusou a aceitar.
— Não, isso não pode ser assim! Kevin ocupa esse cargo há tanto tempo. Foi a primeira vez que ele errou, Lari. Não precisa levar tudo ao extremo.
Sua voz subiu, cada vez mais autoritária.
— Ele é seu primo. Vocês são família! Ele só usou um pouco do dinheiro da empresa. Vai mesmo transformar isso numa tragédia?
Larissa quase riu.
Um pouco de dinheiro?
— Ele desviou o dinheiro dos salários e provocou uma greve. A obra parou, o Grupo Moretti entrou numa crise atrás da outra e dezenas de trabalhadores ficaram sem receber pelo serviço que fizeram.
Sua voz continuou firme, sem pressa.
— Tem gente ali que depende daquele salário para colocar comida dentro de casa, pagar contas, sustentar a família. Eles trabalharam por esse dinheiro e não receberam um centavo.
Larissa fixou os olhos nos dois.
— E a senhora ainda chama isso de pouca coisa?
Nenhum dos dois respondeu.
Kevin perdeu a cor.
Catarina, que minutos antes ainda falava como se estivesse dando ordens, enfim se desorganizou.
— Lari... somos da mesma família. Não precisa chegar a esse ponto. Podemos conversar, encontrar uma solução... não precisa deixar tudo tão feio.
Larissa não cedeu um milímetro.
— Eu já dei a solução.
Sua voz veio calma.
— Agora cabe a ele escolher.
Então girou a cadeira, dando as costas aos dois como se a conversa já estivesse encerrada.
— Não tenho mais nada a dizer. Podem ir.
Fez uma pausa.
— E me deem uma resposta dentro de vinte e quatro horas. Minha paciência não é infinita.
Era uma ordem de saída.
Larissa ainda nem chegou aos vinte e três anos, mas havia naquele silêncio frio uma autoridade que fazia os dois hesitarem antes de enfrentá-la outra vez.
Catarina e Kevin saíram dali fervendo de indignação.
Para eles, aquela frieza beirava a crueldade.
— Muito bem, Larissa. Muito bem mesmo! — Catarina disparou, já junto à porta. — Tratar a própria família desse jeito... você realmente não tem coração!
Então lançou a última ameaça:
— Quando seu avô acordar, quero ver como vai explicar tudo isso a ele!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...