O olhar de Henrique se voltou para Arthur.
Sob a luz da lua, a figura alta e impecável dele projetava uma sombra longa sobre o chão. Havia algo silenciosamente desolado naquela imagem, uma solidão que nem a postura ereta conseguia esconder.
Depois de terminar a conversa, Larissa se despediu de Henrique.
E foi embora sem dirigir a Arthur um único olhar.
Arthur esperou até vê-la se afastar e então veio até o avô em passos largos.
— Vô, por que não convidou ela para jantar com a gente?
Henrique virou para ele com uma expressão de incredulidade.
— Você perdeu a língua? Quer que eu faça isso por você? Depois do que você aprontou, eu é que não tenho cara de pedir nada a ela.
O velho lançou ao neto aquele olhar de quem lamentava profundamente o desperdício de um homem supostamente inteligente.
— Quando vocês ficaram juntos, eu achei que finalmente alguma coisa nessa família ia dar certo. Aí você vai lá e faz uma barbaridade dessas.
Quanto mais falava, mais irritado ficava.
— E não me chama de vô. Eu não tenho neto assim. Se você não consertar essa bagunça direito, nem apareça na minha frente.
Arthur não discutiu.
Seus olhos voltaram para a direção em que Larissa desapareceu.
Na escuridão da noite, aquelas íris profundas pareciam ainda mais negras. Nada em seu rosto entregava com clareza o que sentia.
Henrique soltou um resmungo.
— Do jeito que você é, vai acabar velho e sozinho. E bem feito.
Bateu a bengala no chão com força.
— Se não consegue abrir mão dela, por que fica parado aí? Vai atrás. Pede desculpa direito. Conversa com a menina.
Arthur finalmente demonstrou irritação.
— Não é por falta de tentativa. Ela nem me dá oportunidade de conversar.
Henrique quase perdeu a paciência de vez.
— Que homem inútil.
Respirou fundo antes de continuar:
— Escuta uma coisa, Arthur. Se todo esse seu suposto cuidado só existe dentro da sua cabeça e ela nunca consegue sentir nada além da dor que você causa, então isso não é cuidado. É só outra forma de machucar.
Arthur ficou em silêncio.
Henrique apontou a bengala para ele.
— Para de decidir sozinho o que é melhor para Larissa. Pergunta o que ela quer. Pergunta se ela aceita. O que você chama de proteção pode ser exatamente aquilo que ela mais odeia.
A irritação fez o peito do velho subir e descer.
Depois de alguns segundos, Henrique desistiu.
— Chega. Também cansei de olhar para a sua cara.
Fez um gesto impaciente com a mão.
— Eu volto sozinho. Não preciso de você. E enquanto Lari não perdoar você, nem pense em aparecer na mansão para me ver.
Dito isso, Henrique começou a se afastar.
Alfredo, atento como sempre, percebeu na mesma hora e veio ajudá-lo.
Arthur permaneceu onde estava.
Larissa chamou um carro por aplicativo e voltou para o apartamento.
No caminho, uma ideia começou a parecer cada vez mais óbvia.
Precisava comprar um carro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...