Larissa também ficou imóvel por alguns segundos. E, contra toda lógica, aquilo doeu.
Ela não quis bater nele.
Só tentou arrancar o braço da mão de Arthur e, no movimento brusco, sua palma acabou acertando o rosto dele.
Ao ver aquela marca surgir no rosto de traços tão marcantes, Larissa quase abriu a boca para explicar.
Quase.
As palavras chegaram à garganta e morreram ali.
No fim, só restou uma frase.
— Arthur, acabou entre nós.
Sua voz saiu calma.
Larissa se virou e foi embora.
A figura dela desaparecendo diante de seus olhos pareceu ferir Arthur mais do que o tapa.
Ele baixou o rosto e recuou alguns passos, mas não foi embora.
Enfiou uma das mãos no bolso, tirou o maço de cigarros e bateu de leve na embalagem até um deles deslizar para fora.
Prendeu o cigarro entre os lábios.
Acendeu. Tragou fundo.
Só então ergueu aquele rosto bonito demais para passar despercebido e fitou uma das janelas no alto do prédio.
A fumaça deixou seus lábios devagar.
Logo envolveu seus traços numa névoa acinzentada, escondendo o que quer que existisse em seus olhos.
Sob a luz amarelada dos postes, a figura alta de Arthur parecia carregar uma solidão silenciosa.
Larissa voltou para o apartamento com o coração pesado.
Até dentro do elevador, a lembrança daquele tapa continuava voltando.
A expressão de Arthur depois.
Aquela dor em seus olhos.
Por algum motivo, tudo isso permanecia preso nela, apertando por dentro mais do que gostaria de admitir.
Quando abriu a porta, Alisa estava na sala falando ao celular.
Ao ouvir o barulho, olhou rapidamente para Larissa e articulou sem voz:
Chegou?
Em seguida, apontou para o celular, indicando que ainda estava ocupada, e voltou à conversa.
— Mas eu estou de férias. Não dá para marcar isso daqui a alguns dias?
Fez uma careta.
— Se foi ela que criou o problema, manda ela resolver. O que eu tenho a ver com isso?
Pausa.
— Ah, ótimo. Então agora qualquer pessoa faz besteira e eu viro plantão de emergência?
A irritação estava evidente.
Pelos pedaços da conversa, Larissa percebeu que devia ser o agente de Alisa tentando fazê-la voltar ao trabalho antes do previsto.
Não quis interromper.
Apenas assentiu, como quem dizia para ela continuar, trocou os sapatos e foi direto para o quarto.
Depois de um dia inteiro, tudo o que queria era um banho e alguns minutos sem precisar pensar em mais nada.
Quando voltou, Alisa finalmente terminou a ligação.
Agora estava esparramada no sofá sem qualquer elegância, ocupando espaço como se o móvel inteiro lhe pertencesse.
As pernas longas e claras se estendiam sobre as almofadas, retas e bem desenhadas — mesmo largada daquele jeito, ainda parecia alguém que ganhava a vida diante das câmeras.
Larissa foi até ela e se sentou.
— O que aconteceu?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...