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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 446

Otávio estendeu alguns documentos sobre a mesa.

Larissa passou os olhos por cada um, confirmou que estava tudo em ordem e assinou sem hesitar. Só quando devolveu a pasta ergueu o rosto para ele.

— Vocês vivem dizendo que o mundo dos negócios é uma guerra, não é? Eu só não tenho tempo para sentir pena de quem entrou nela.

Otávio a observou por um instante. Um meio sorriso apareceu em seus lábios, discreto, como se aquelas palavras lhe dissessem mais do que Larissa pretendia revelar.

Ele não comentou.

Pouco depois que saiu, Larissa chamou Leandro ao escritório.

— Quero que descubra por que a Autovex aceitou trabalhar conosco naquela época.

Fez uma breve pausa antes de acrescentar:

— E descubra também quem está por trás do que aconteceu com a LaserMen.

Leandro assentiu.

— Pode deixar, Srta. Larissa.

Já se preparava para sair quando se lembrou de outra coisa e voltou a encará-la.

— Ah, sobre aquele projeto de cinco anos atrás... vou precisar de mais tempo.

Larissa esperou que continuasse.

— Principalmente por causa da filial do Grupo Vasconcelos. Na época, ela praticamente desapareceu de todos os registros ligados ao caso. Quase não deixou rastro.

Quanto mais difícil era encontrar alguma coisa, mais aquela ausência parecia suspeita.

Larissa não demonstrou surpresa.

Já esperava encontrar resistência quando começou a remexer naquele passado.

— Eu sei. Continua investigando, mas com cuidado. Não deixa ninguém perceber o que estamos procurando.

— Certo.

Na hora do almoço, Larissa conseguiu abrir um espaço na agenda e desceu até o departamento de engenharia.

Conhecia Alex o bastante para saber que, quando mergulhava em algum projeto, alimentação virava um detalhe facilmente esquecido.

Não errou.

Assim que bateu à porta e entrou, encontrou Alex diante do computador, comendo pão enquanto trabalhava.

Larissa parou à sua frente, entre divertida e resignada.

— Se você continuar trabalhando desse jeito, daqui a pouco vão espalhar que o Grupo Moretti explora os próprios engenheiros.

Alex só percebeu sua presença ao ouvir a voz. Ergheu os olhos e riu.

— Também não precisa exagerar. Quando estou sozinho, como qualquer coisa e pronto.

Larissa indicou o corredor com o queixo.

— Ainda não se enturmou com o pessoal?

A pergunta veio em tom de provocação leve, embora ela já soubesse a resposta.

Alex sempre foi reservado. Não era do tipo que transformava colegas em amigos depois de alguns almoços e meia dúzia de conversas.

— Eu também ainda não comi — Disse ela. — Vamos. Você almoça comigo.

Um sorriso apareceu nos olhos de Alex.

— Vamos.

Os dois escolheram um restaurante perto da sede do Grupo Moretti.

Naquele horário, o salão estava cheio, tomado pelo ruído de conversas, louças e talheres. Conseguiram uma mesa junto à janela e, assim que fizeram o pedido, o almoço rapidamente virou reunião de trabalho.

Entre um assunto e outro, passaram pelo estágio atual do novo sistema, pelos próximos testes de desenvolvimento e pelas dificuldades que ainda cercavam a pesquisa dos chips.

Com Alex, até uma refeição acabava inevitavelmente voltando para a engenharia.

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