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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 456

Depois de recusar o pedido, Elias deixou o quarto a passos largos, sem dar a Alisa a oportunidade de insistir.

Ela não pareceu nem um pouco contrariada. Acompanhou a figura dele até desaparecer pela porta e arqueou uma sobrancelha, cheia de confiança.

"Ah, doutor Elias... Uma hora você ainda cai nos meus encantos."

Assim que chegou ao novo apartamento, Condomínio Serenora, Larissa foi direto para o escritório.

Começou pelo vice-diretor do hospital, reunindo tudo o que conseguiu encontrar sobre sua carreira e suas ligações profissionais. Depois, voltou aos acontecimentos de cinco anos antes, procurando estabelecer a data exata em que Ciro assumiu o comando da filial do Grupo Vasconcelos.

Enquanto ela tentava desvendar o passado, a noite caía sobre Aurimare.

Na mansão dos Vasconcelos, Arthur estava sozinho no sofá da sala, mergulhado em silêncio.

Maria observava de longe e não conseguia conter os suspiros.

Quem diria que aquele casal acabaria assim?

O pior era que ela sabia muito bem o quanto Arthur gostava de Larissa. Então por que, justamente no aniversário dela, resolveu negar o casamento diante de todos?

Maria mal queria imaginar como a jovem se sentiu naquela noite.

Foi quando Pedro entrou na sala, trazendo uma pequena caixa de acabamento refinado.

— Sr. Arthur, conseguiram restaurar o relógio.

Entregou a caixa e, em seguida, colocou uma pasta sobre a mesa.

— E aqui estão os documentos que o senhor pediu para investigar.

Arthur abriu primeiro a caixa.

Não restava em seu rosto nenhum vestígio da ternura que costumava reservar a Larissa. A expressão fechada e o silêncio tornavam a sala pouco convidativa a qualquer tentativa de conversa.

Era aquele Arthur que o mundo dos negócios conhecia. O homem diante de quem até adversários experientes escolhiam as palavras com cuidado.

Dentro da caixa repousava o relógio estrelado que ele comprou para Larissa anos antes.

A peça, destruída por ela durante uma discussão, recuperou a aparência original. Não havia sinal das rachaduras no vidro nem dos danos que pareciam irreparáveis.

Arthur a retirou com cuidado e passou o polegar sobre o mostrador.

Por algum tempo, permaneceu contemplando o relógio, enquanto uma sombra cada vez mais densa tomava seus olhos. A pressão contida em sua mandíbula era a única pista do esforço que fazia para dominar as emoções.

Pedro conhecia o chefe o suficiente para entender o que aquele silêncio escondia.

Nos últimos tempos, viu Arthur sofrer de uma maneira que jamais imaginou possível. A cena despertou nele uma pena sincera.

— Quer que eu mande entregar o relógio à Sra. Larissa?

— Não precisa.

Arthur franziu a testa e acomodou a peça novamente na caixa, com um cuidado que contrastava com a frieza de sua resposta.

Depois, pegou a pasta.

À medida que avançava pelos documentos, sua expressão se tornava mais sombria. Quando chegou às últimas páginas, a pouca tranquilidade que ainda restava em seu rosto desapareceu.

— Eu sabia.

A voz saiu baixa, carregada de uma fúria que Pedro reconheceu imediatamente.

Arthur apertou a borda dos papéis com tanta força que quase os amassou.

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