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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 465

— Larissa, onde você está?

Arthur estava no banco traseiro quando percebeu, pela primeira frase, que havia algo errado. O olhar se aguçou de imediato.

Do outro lado, a respiração de Larissa vinha curta e fraca.

— Perto do hospital... Eu estou no carro...

— Certo. Fica comigo. Eu já estou indo.

A voz de Arthur se contraiu, mas ele não deixou o medo chegar até ela. Fez um gesto brusco para Pedro seguir na direção do hospital e manteve a ligação aberta o tempo todo.

— Continua falando comigo, Larissa. Eu estou perto.

Ela ainda respondia no começo, entre uma tentativa e outra de puxar ar. Depois, os sons começaram a ficar cada vez mais baixos.

Arthur apertou o celular contra o ouvido.

A expressão já não guardava nada da frieza que costumava intimidar uma sala inteira. Um medo surdo crescia dentro dele a cada segundo de silêncio.

Por sorte, estavam a poucos minutos dali.

Mesmo assim, parecia longe demais.

— Mais rápido.

Pedro pisou no acelerador.

— Já estamos chegando, Sr. Arthur.

Arthur mal ouviu.

— Larissa, não fecha os olhos. Eu estou quase aí.

Do outro lado veio uma resposta frágil, embargada pelo choro:

— Tá... vem rápido...

Aquilo o atingiu em cheio.

Arthur cerrou os dentes, tentando conter o pânico. Não sabia o que aconteceu, não sabia se ela estava ferida, nem por que mal conseguia respirar. Só sabia que nunca ouviu Larissa daquele jeito.

— Pedro, mais rápido!

A urgência em sua voz beirava a fúria.

Era difícil associar aquele homem ao Arthur que, diante de sócios e adversários, raramente deixava qualquer emoção escapar. Agora, o medo estava exposto no rosto, impossível de esconder.

O carro finalmente parou.

Arthur abriu a porta antes mesmo que Pedro desligasse o motor e correu até o veículo de Larissa.

A janela do motorista estava abaixada pela metade.

Ele olhou para dentro e sentiu o sangue gelar.

Larissa estava recostada no banco, o rosto quase sem cor. Tentava respirar pela boca, mas cada inspiração vinha curta, insuficiente. Pequenas gotas de suor cobriam sua testa, os cabelos grudavam na pele molhada pelas lágrimas, e uma das mãos apertava o tecido sobre o peito como se tentasse arrancar dali o peso que a sufocava.

— Larissa!

Arthur abriu a porta num impulso.

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