Arthur soltou um riso baixo, carregado de resignação, antes de voltar a encará-la com seriedade.
— Quando você disse que não conseguiria ir, eu realmente fiquei preocupado. Mandei localizar você e fui até lá porque achei que alguma coisa podia ter acontecido.
Larissa acreditou.
Recostou-se na cadeira, mas os olhos continuaram firmes nele.
— E o resto?
Ela falava de Beatriz.
Pelo pouco que ouviu no corredor, Arthur não estava completamente no escuro. Havia alguma coisa estranha naquela tensão entre mãe e filho, um confronto antigo correndo por baixo de cada palavra.
Arthur não tentou contornar.
— Eu sei que você está investigando algumas coisas. E eu também estou.
Larissa não escondeu a surpresa.
Se aquilo viesse de qualquer outra pessoa, talvez desconfiasse.
Mas era Arthur.
Ao longo de todos esses anos, sempre que ele se envolveu em alguma coisa sua, foi para ajudá-la. Não fosse a decisão de voltar atrás na noite do anúncio do casamento, Larissa mal conseguiria apontar uma única vez em que Arthur a deixou desamparada.
Ela afastou esse pensamento e voltou a estudá-lo.
— Você sempre fala pela metade assim? Ou está tentando me fazer entregar o que eu sei primeiro?
Um brilho rápido atravessou os olhos de Arthur.
Larissa estava mais atenta. Mais difícil de conduzir. Mais cuidadosa com o que revelava.
Era exatamente assim que ele queria vê-la.
Ainda assim, quando baixou os olhos por um instante, uma insatisfação silenciosa pesou dentro dele.
Com os outros, tudo bem.
Mas até com ele ela precisava manter tanta guarda?
Arthur não reclamou.
Também não escondeu mais nada.
Contou desde o início o que descobriu, quem colocou para investigar, os rastros ligados ao hospital, os registros alterados, Hedra, Eduardo e tudo o que conseguiu levantar até aquele momento.
Sem omissões.
Quando terminou, sua voz ficou mais grave.
— E hoje você se precipitou.
Larissa ergueu os olhos.
— Quando saiu atrás dela. Se Beatriz visse você naquele corredor, boa parte do que ainda podemos descobrir desapareceria antes de chegar às nossas mãos.
Larissa sabia que se apressou.
Mas também não chegou a perder completamente o controle. Mesmo que alcançasse Beatriz, jamais sairia perguntando de frente o que ela escondia.
— Quando você percebeu que havia alguma coisa errada?
Arthur apoiou o antebraço sobre a mesa.
— Elias ouviu por acaso uma conversa entre o diretor e Eduardo. Quando me contou, comecei a puxar os fios a partir dali.
E foi puxando um depois do outro.
Sem alarde.O garçom chegou naquele momento com os primeiros pratos.
Em poucos minutos, a mesa já estava posta.
Larissa deixou de lado a linha de raciocínio que ocupava sua cabeça e pegou os talheres.
— Vamos comer. Sobre essa investigação, eu cuido do resto. Daqui pra frente, não precisa mais se envolver.
Arthur não contestou de imediato.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...