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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 491

— O que você pretende fazer?

A voz de Larissa saiu fria, mas a raiva nos olhos já não cabia atrás de nenhuma máscara.

Augusto sempre lhe pareceu perigoso.

Não pelo que diziam sobre ele, mas pela facilidade com que transformava ameaça em promessa. E Larissa não duvidava nem por um instante de que, se quisesse atingir Alisa, seria capaz de fazer exatamente o que acabou de insinuar.

Como nenhum dos dois entrou, as portas do elevador tornaram a se fechar.

Augusto se ergueu diante dela, alto e robusto, impondo uma presença que quase comprimia o espaço ao redor. De cima, lançou a Larissa um olhar frio e dominador.

— A Srta. Larissa sabe melhor do que ninguém o que aconteceu ontem à noite.

— Pamela provocou o próprio desastre. Ninguém obrigou ela a entrar num carro e tentar matar duas pessoas. — Larissa o encarou sem recuar. — Se quer descontar a raiva por ela, desconte em mim. Não envolva quem não tem nada a ver com isso.

Um sorriso frio surgiu nos lábios de Augusto.

— Os Duarte nunca foram conhecidos pela delicadeza. Achei que a Srta. Larissa já soubesse disso.

Larissa cerrou os dentes.

— Percebi. Falta de vergonha parece mesmo correr na família.

Por um segundo, o corredor pareceu ficar pequeno demais para os dois.

Augusto trazia consigo aquela força bruta, quase intimidatória, de quem passou a vida vendo os outros abrirem caminho.

Larissa não abriu.

Magra diante da estrutura dele, permaneceu ereta, o queixo levemente levantado. Não havia volume físico capaz de apagar a firmeza que sustentava seu olhar.

— Escuta bem, Sr. Augusto. — A voz dela baixou, ainda mais cortante. — Se alguma coisa acontecer com a minha amiga, eu não me importo com o preço. Mesmo que precise colocar tudo o que os Moretti ainda têm nessa guerra, eu vou fazer você pagar.

O interesse apareceu devagar nos olhos escuros de Augusto.

Não medo.

Quase diversão.

Ele soltou uma risada curta.

— Você é mesmo interessante.

Seu olhar passou pelo rosto dela sem pressa.

— Vamos ver se vai continuar falando com essa segurança daqui a algum tempo.

Larissa sustentou o olhar.

— Vamos.

Não lhe ofereceu mais nenhuma palavra.

Chamou o elevador novamente e entrou assim que as portas se abriram.

Antes que se fechassem, ainda lançou um último olhar frio para Augusto.

Ele permaneceu onde estava, observando-a desaparecer.

A diversão em seus olhos cedeu aos poucos, deixando algo muito mais difícil de ler.

Assim que deixou o prédio, Larissa ligou para Leandro.

— Quero alguns seguranças perto da Alisa. Discretos. No hospital, na saída e onde mais for necessário.

Leandro estranhou a ordem.

— Aconteceu alguma coisa?

Larissa olhou para trás, na direção do prédio.

— Só faça.

Não sabia se Augusto realmente pretendia tocar em Alisa ou se apenas quis assustá-la.

Mas isso pouco importava.

Ela não se permitiria apostar a segurança de alguém que amava numa ameaça que talvez fosse vazia.

Já perdeu demais.

Não suportaria perder mais ninguém.

— Entendido — Respondeu Leandro.

Antes de encerrar, porém, o tom dele mudou.

— Srta. Larissa, tem outra coisa.

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