Quando o manto da noite envolveu a mansão, Arthur voltou ao quarto.
Larissa ainda se virava de um lado para o outro, incapaz de encontrar o sono.
A luz morna do abajur pousava sobre ela com suavidade. Os cabelos espalhados no travesseiro lembravam pétalas escuras abertas na penumbra, como uma flor em pleno desabrochar.
Ainda assim, o rosto delicado, tão bonito à meia-luz, permanecia tomado por uma inquietação que não se desfazia.
— Você ainda não dormiu?
Arthur se deitou ao lado dela e virou o corpo em sua direção.
— Em que está pensando?
Larissa respondeu como quem queria encerrar o assunto antes mesmo de começá-lo:
— O roteiro esbarrou num problema. Mas eu resolvo.
— Eu sei que resolve. — A voz dele saiu baixa, tranquila. Havia uma ternura rara em seu olhar, algo quente sob a superfície sempre contida. — Mas, se precisar de mim, basta me chamar.
Por um instante, Larissa quase pensou que ele soubesse de alguma coisa.
Logo afastou a ideia.
Mesmo assim, ao encarar aqueles olhos tão serenos, sentiu o gelo dentro do peito ceder um pouco.
— Eu sei, Arthur.
Ainda assim, dessa vez, ela queria vencer aquilo sozinha.
Passado o fim de semana, a segunda amanheceu cedo demais.
Logo nas primeiras horas da manhã, Larissa foi à empresa para encontrar Hugo.
Ao entrar na sala de reunião, viu que, além de Hugo e Dimitri, havia ali mais dois rostos que tornavam tudo ainda mais repulsivo.
Ciro e Melissa.
A cena era clara demais.
Não era reunião. Era pressão.
Larissa passou os olhos pelos quatro, devagar. Então curvou os lábios num sorriso frio.
— O que significa isso?
Hugo assumiu aquele tom de quem se julgava acima de qualquer contestação:
— Vamos facilitar as coisas. Por esse roteiro, eu pago o triplo do valor que costumamos te oferecer. Você termina os quarenta capítulos que faltam e encerra esse assunto de uma vez. Que tal?
— Não me interessa. — O rosto de Larissa permaneceu gelado. — Vocês se apropriaram do meu roteiro. Isso é violação de direito autoral. E eu posso, sim, processar vocês.
O olhar de Hugo se carregou de agressividade.
— Você? — O desprezo veio afiado. — Larissa, sabe o que significa bater de frente com gente muito maior do que você?
— E por que eu não poderia? — Ela sustentou o olhar dele com calma, firme, sem recuar um milímetro.
Na empresa, ninguém sabia que Larissa era uma Moretti.
Quando se formou, o avô quis colocá-la à frente dos negócios da família.
Ela recusou.
Nunca sonhou com sala de conselho nem com poder herdado.
O que queria era escrever.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...
Não tem capítulos hoje????...