— Quer romper o noivado, não quer? — Ciro soltou, tomado por uma certeza arrogante. — Então eu quero ver se, quando meus pais voltarem, ela vai ter coragem de levar isso até o fim.
Ninguém conhecia o amor de Larissa por ele melhor do que o próprio Ciro.
Cinco anos.
Durante cinco anos, uma moça criada entre conforto e privilégios, que nem cozinhar sabia, aprendeu a fazer sopa para ele, caldo para curar ressaca, pequenos cuidados que nunca combinaram com a vida que levava.
Já dormia pouco por causa das aulas. Mesmo assim, acordava ainda mais cedo só para tirá-lo da cama a tempo de reunião.
Larissa o amava demais.
Na cabeça de Ciro, aquela história de romper o noivado não passava de birra, de ameaça, de um jeito infantil de tentar assustá-lo.
Quando chegasse a hora de verdade, ela recuaria.
Ficaria com medo.
E acabaria chorando, pedindo que ele a perdoasse.
...
Na sala de reunião, Larissa tinha gravado tudo.
Agora, sim, a prova estava em suas mãos.
Ela enviou o áudio ao advogado e se preparou para sair da empresa.
Enquanto esperava o elevador, cruzou com Renato, presidente da Keystone Media. Assim que a viu, ele mudou de postura na hora. Ficou respeitoso demais, solícito demais, e a convidou para conversar em sua sala.
— Srta. Larissa, já me inteirei do que aconteceu com o roteiro. Vou resolver isso como deve ser. A senhorita terá uma resposta satisfatória.
Renato falava com um sorriso pronto demais no rosto. Era um homem alto, de boa aparência.
Ainda assim, Larissa estranhou.
Era a primeira vez que se viam. Como Renato sabia quem ela era?
E mais: para alguém na posição dele, aquilo mal passava de um problema operacional. Então por que resolver entrar pessoalmente no caso?
Sem encontrar lógica, Larissa preferiu tomar aquilo como mera formalidade. Apenas sorriu com educação.
— Obrigada, Sr. Renato. Então fico no aguardo.
O sorriso dele se alargou, quase servil.
— Imagina. Eu só espero que a senhorita não leve isso para o lado pessoal. Depois, eu mesmo vou colocar ordem aqui embaixo.
Fez uma breve pausa e acrescentou, em tom ainda mais cuidadoso:
— Também vou lhe dar alguns dias de folga. A senhorita volta quando se sentir melhor. Pode ser?
Estranho.
Estranho demais.
Larissa nem soube ao certo como saiu da sala do presidente. Só quando já estava dentro do carro, com a porta fechada e o silêncio ao redor, a ficha caiu.
Renato disse... que cuidaria deles?
Pelo lógico, se um homem com o peso de Ciro tinha resolvido esmagá-la de propósito, Renato, mesmo sabendo da verdade, no máximo fingiria não ver.
No entanto, em vez disso, tomou o partido dela.
Então só podia haver uma explicação. Arthur tinha se movido.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...
Não tem capítulos hoje????...