Aceitar o convite de Beatriz para jantar na mansão Vasconcelos era algo que Larissa certamente precisava comentar com Arthur.
Naquela noite, Arthur enfim voltou mais cedo, e Larissa lhe contou.
— Tudo bem. Faça como achar melhor.
Diante dela, Arthur mantinha aquela elegância sóbria, com a mesma suavidade de sempre no olhar.
— Está com medo?
Havia nele a solidez serena de um homem maduro, alguém que sabia cuidar sem alarde. E, com Arthur, Larissa sempre tinha a sensação de ser compreendida antes mesmo de dizer qualquer coisa.
— Não. — Ela até ansiava pelo dia seguinte. — Vou conversar direito com eles.
— Eu vou com você. — Arthur não perguntou. Apenas decidiu.
Larissa ficou alguns segundos em silêncio e ergueu os olhos para ele. Os traços firmes, o nariz reto, os olhos fundos sob a linha marcada das sobrancelhas... havia naquele olhar uma ternura capaz de confundir qualquer mulher.
— Não precisa. Eu consigo lidar com isso sozinha. — Larissa não queria afetar a relação dele com a família. Afinal, o casamento dos dois, viesse à tona quando viesse, ainda seria uma bomba. — Eles não sabem da nossa relação. Nós dois aparecermos juntos talvez não seja uma boa ideia.
Os olhos de Arthur se aprofundaram um pouco.
Ele não disse que iria. Também não disse que não iria.
— Eu resolvo.
Havia, sob a calma, aquela firmeza discreta que lhe era própria. Larissa sabia o quanto Arthur podia ser rápido e impiedoso quando queria. Diante dela, já era contido até demais.
No dia seguinte, perto do almoço, Larissa dirigiu sozinha até a mansão Vasconcelos.
Beatriz já a esperava.
Mandou a cozinha preparar uma mesa farta e, assim que a viu, lhe tomou a mão com uma intimidade calorosa.
— Deixa eu te olhar direito, você emagreceu. — Beatriz logo começou a ralhar. — Aquele menino não serve nem para cuidar da própria noiva? Hoje eu mandei fazer sopa, mandei preparar um monte das coisas de que você gosta. Você vai comer direito, ouviu?
A recepção de Beatriz ultrapassou o que Larissa esperava.
Não era que a sogra não gostasse dela. Gostava.
Mas, antes, a relação entre as duas sempre tinha ficado naquele meio-termo morno, sem frieza e sem grande proximidade.
Rafael sempre a tratou com afeto verdadeiro.
Mas, naquele dia, ele não estava em casa. E, sem ele ali, falar do rompimento pareceu ainda mais delicado.
Sem alterar a expressão, Larissa retirou a mão com suavidade e ergueu um sorriso cortês.
— Tia, meu peso está o mesmo de antes.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...